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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

Apocalipse e Moderação

Roma — Em outubro de 1990, dei início, pela Super Rede Boa Vontade de Rádio* (Super RBV), a uma nova série de palestras, dirigida ao povo, numa linguagem despojada de quem conversa com um amigo. Chamei-a, por isso, “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”.
A análise do Livro das Profecias Finais exige de nós tranquilidade, atenção, persistência e toda a isenção possível. É fácil argumentar: “As crenças já provocaram tantas guerras mundiais, há tanta gente que odeia em nome delas… Vou lá perder tempo lendo o Apocalipse, uma obra que vaticina o extermínio da civilização?!”
Mas quem foi que disse que o Apocalipse decreta o término da nossa existência planetária? O mundo não vai acabar. Pelo contrário. E é justamente no Evangelho-Apocalipse do Cristo que se encontra o Plano Sociológico de Deus para uma mudança benéfica da humanidade. De modo particular, o último livro da Bíblia Sagrada prevê essa profunda transformação social, originária do nosso comportamento, bom ou não tão bom assim. Quanto melhor ele for, mais bem-sucedidos seremos na tarefa de materializar na Terra essa Novíssima Ordem, muito superior a tudo quanto aspiram as ideologias humanas por mais louváveis que sejam. Jesus advertiu que “a cada um será retribuído de acordo com as suas obras” (Evangelho do Cristo, segundo Mateus, 16:27). O sempre lembrado fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), ensinava: “A Lei Divina, julgando o passado de homens, povos e nações, determina-lhes o futuro”.
Criamos, nós mesmos, o nosso porvir. (Há quem muito reclama e pouco faz.) Entretanto, todo dia é dia de renovar nosso destino. Ora, Jesus, que é altamente fraterno, inspirado por Deus, escreveu esse livro por intermédio de João Evangelista (Apocalipse de Jesus, 1:1) para nos alertar, como a dizer: “Comportem-se, meninos! Porque se vocês andarem jogando pedras uns nos outros, dando tiros uns nos outros, escravizando-se uns aos outros, desrespeitando de forma vil a Mãe Natureza, cada um pensando somente em si, o planeta pode tornar-se insuportável para todos”.

 

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José de Paiva Netto,
Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br
www.boavontade.com

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