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Amo-te!
“Dizer a uma pessoa: ‘amo-te’, equivale a dizer-lhe: ‘eu desejo que você jamais morra e que viva para sempre’”. (Gabriel Marcel).
Este é um entre tantos significados que a tão conhecia expressão “amo-te” pode expressar. Nem em uma frase tão curta e tão costumeira caberiam tantas expressões e tantos sentimentos que nos fazem entender o seu grande valor.
De fato, nunca um “eu te amo” é igual aos tantos outros pronunciados e endereçados à mesma pessoa. Cada vez que se pronuncia, a frase é evolvida de um tom diferente marcado pelas diversas situações em que nos encontramos. Uma coisa é dizer ‘amo-te’ na alegria e outra é dizer na tristeza, na certeza ou dúvida, na proximidade ou na distância, nesta ou naquela singular situação etc.
Por isso, um “eu te amo” nunca é demais quando existe realmente amor. É a convicção de que existe algo maior e mais forte. É a certeza de que apesar qualquer coisa “eu ainda te amo”. Mesmo quando se diz odiar. Ninguém é capaz de sentir ódio por alguém que nunca amou. Ninguém se aventura a amar com prazo de validade. É por isso que faz sentido a frase de Gabriel Marcel. O amor tem tom de eternidade, como eterno é o Amor que é Deus. Dizia um bispo amigo: “Deus pode tudo, só não pode deixar de te amar.”
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma