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AMIGOS… BEM QUAIS AMIGOS.
Bom Dia Barretos.
Dizem que podemos avaliar os homens pelo número de amigos que têm. Não deixa de ser verdade, ou melhor, meia verdade, pois muitos daqueles que se passam por amigos, são apenas aves de arribação em busca de favores ou benesses. Os episódios do lava jato têm demonstrado sobremaneira o que digo. Tão logo alguém é citado numa delação premiada, os pseudo-amigos o largam na banguela, dizem que o conhecem apenas de vista, que nunca estiveram juntos para tratarem de qualquer negócio, e por aí vai.
À “briga de foice no escuro”, travada entre legislativo e executivo, acrescentou-se agora uma pitada pitoresca, para não dizer deprimente, ao quadro de conduta dos homens públicos envolvidos. Sem pudor algum, fala-se, a boca pequena: Se você não me acompanhar, eu te denuncio. Ou vota comigo, ou te levo junto para o inferno.
Como se, vê acrescentou-se ao imbróglio que já estarrecia a nação, também a chantagem. O linguajar diplomático de excelência para cá, e sua excelência para lá, foi sendo substituído pelas acusações de mentiroso, desonesto e traidor. Isso quando não baixa ainda mais o nível, referindo-se, uns aos outros, como safado, canalha além de outros adjetivos.
Os interesses maiores da nação passaram a ser visto como secundários por alguns. Para esses, o que mais interessa é salvar a pele e tomar o “butim” do outro. Torcem abertamente para que o quadro político e econômico se agrave, a níveis insustentáveis. Acham que assim fica mais fácil atingirem seus objetivos inconfessáveis. Quando finalmente legislativo e executivo partem para a refrega final, abismada a nação vê pseudo-lideres subirem no muro, aguardando pelo desfecho, para então se posicionarem, claro que, como sempre, ao lado dos vencedores.
A temporada de traições está aberta. Estamos a presenciar, dos dois lados, uma grande debandada de pessoas que até ontem juravam, de lado a lado, amizade e lealdade eternas. Mas bastou surgirem algumas nuvens no horizonte, para que os amigos de ontem, tal como Judas, se apressassem a se juntar aos acusadores, alegando desconhecer os fatos relatados. Aí vem a pergunta: eram amigos ou apenas participantes de um banquete de favores? Será que as pessoas que fazem parte de uma máfia podem ser classificados como amigos? Creio que não deve ser, com o número desses amigos, que se deva avaliar os homens. Alias tem um ditado que diz: “antes só, que mal acompanhado.”
O amigo verdadeiro é aquele que está ao nosso lado em todos os momentos e em todas as circunstancias. Amizade é algo muito mais sério que se encontrar no bar para um happy hour, vivenciar momentos felizes numa viagem em grupo, torcer para uma mesma equipe esportiva, participar de uma mesma grei partidária, de uma refrega eleitoral ou de um grupo que momentaneamente enfeixa o poder. Amizade é muito mais que isso. Por isso ao abraçar cada um de meus amigos no dia de hoje, quero agradecer a DEUS por ter o privilegio de contar com muitos companheiros e seguidores, mas principalmente como com um seleto grupo de verdadeiros amigos.
BOM DIA BARRETOS.