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AGRADÁVEL COINCIDÊNCIA
Bom Dia Barretos.
Outubro nos trás uma agradável coincidência, levando-nos a comemorar no exíguo espaço de uma semana, o dia da Padroeira do Brasil no dia 12, o dia do professor no dia 15 e o dia do médico no dia 18. Sem o professor nunca teremos progresso, pois ele é a alavanca da cultura de um povo, bem como o único caminho pelo qual o ser humano consegue subir os degraus do conhecimento, e consequentemente do crescimento econômico e social. Por sua vez o médico ao exercer a missão divina de restituir a saúde aos enfermos, se vê obrigado, muitas vezes, a sacrificar o seu tempo de lazer, bem como o tempo dedicado à sua família, para garantir a alegria daqueles que batem à sua porta. Talvez não seja mera coincidência, mas sim o dedo Divino que agrupou ao lado das comemorações do dia da Padroeira, as homenagens a essas duas categorias, que vivem para servir, fazendo do seu trabalho um hino de louvor ao Criador.
Que a Padroeira do Brasil possa abençoar as duas categorias tocando profundamente em seus corações, abastecendo-os de amor, paciência, compreensão, e muito carinho para com o próximo. Quem não se lembra de sua primeira professora, do primeiro diploma no antigo parquinho, ou hoje escolas de ensino infantil. Quem não se lembra da primeira leitura, das primeiras frases escritas, muitas vezes com a mão da professora guiando a nossa.
Sei também que muitas pessoas ainda trazem vivas na mente lembranças de ter batido à porta de um médico, altas horas da madrugada, muitas vezes debaixo de um temporal, tirando-o ainda sonolento, da cama, mas que de pronto se pôs a atendê-lo. Falo de uma época, que ainda não tinha Pronto Socorro nas cidades, médicos na zona rural, atendimento domiciliar e as estradas pareciam mais caminhos, ou ainda pior, trilhas mal definidas.
Hoje os tempos são outros, os caminhos mal definidos são os do “SUS”, que teima em remunerar, muito mal, os médicos, desestimulando-os e fazendo com que tenham que buscar através de uma sequencia de plantões o sustento de suas famílias. Os professores não tiveram melhor sorte, e hoje além de seus minguados salários são agredidos em sala de aula, têm seus carros riscados na porta das escolas, e se atreverem a chamar a atenção de um aluno, o mundo desaba sobre suas cabeças. Antes as professoras recebiam rosas, caixas de chocolate, agradecimentos por ajudar na educação dos filhos, hoje, ameaças, queixa nas delegacias, processos. Ontem, os médicos eram tratados com reverencia, e os mais humildes traziam um frango, uma dúzia de ovos, uma porção de laranjas ou uma saca de milho verde, numa demonstração de agradecimento, hoje os médicos são agredidos verbalmente, quando não, como na periferia de São Paulo e Rio de Janeiro fisicamente, bem como, através de denuncias, na grande maioria das vezes infundadas. São duas classes que dedicaram suas vidas a servir ao próximo, e que pagam um preço muito alto pela desorganização dos serviços de educação e saúde.
Talvez aí resida o porquê da coincidência de datas das três comemorações. Como um desagravo a essas duas classes laboriosas, bem como, meu reconhecimento público ao trabalho humanitário e social que desenvolvem, dedico-lhes meu artigo semanal, rogando ao Criador que lhes dê muitas bênçãos e muita paciência para cumprirem com fidelidade e determinação a missão que lhes foi confiada.
BOM DIA BARRETOS.