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sábado, 18 de abril de 2015

Artigos

Administrar as riquezas para o bem comum, pede Papa Francisco

Na Missa da última terça-feira (14), na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu que os cristãos não devem acumular riquezas, mas colocá-las a serviço de quem necessita. Centralizou sua homilia num trecho dos Atos dos Apóstolos que descreve a vida da primeira comunidade dos cristãos. O Pontífice destacou os sinais de renascimento numa comunidade, sendo o primeiro deles a harmonia.
“A comunidade renascida ou daqueles que renascem no Espírito tem esta graça da unidade, da harmonia. O único que pode nos dar a harmonia é o Espírito Santo, porque ele também é harmonia entre o Pai e o Filho, é o dom que faz a harmonia. O segundo sinal é o bem comum, isto é: ‘Não havia entre eles necessitado algum, ninguém considerava seu o que possuía’, estava a serviço da comunidade. Sim, alguns eram ricos, mas a serviço. Estes são os dois sinais de uma comunidade que vive no Espírito”.
Segundo Francisco, este é um trecho bíblico curioso, porque logo depois começam os problemas dentro da comunidade, como por exemplo, o ingresso de Ananias e Safira, que tentam trapacear a comunidade. São patrões dos benfeitores que se aproximam da Igreja para ajudá-la e usá-la para os próprios negócios.
Na primeira comunidade renascida do Espírito Santo, recordou o Papa, existem a pobreza e o bem comum, mas também os problemas, dentro e fora. Pedro diz à comunidade para que não se maravilhe diante das perseguições, porque é “o fogo que purifica o outro”. E a comunidade renascida do Espírito Santo é purificada justamente em meio às dificuldades, às perseguições.
Existe, portanto, um terceiro sinal de uma comunidade renascida: a paciência em suportar os problemas, as dificuldades, as injúrias, as calúnias, suportar as doenças, suportar a dor da perda de um ente querido.
 
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