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quarta-feira, 04 de agosto de 2021

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Ações da 6ª Semana Social Brasileira são ampliadas até 2023

Uma criança paralítica seria vendida a um traficante de órgãos, mas um padre decidiu fazer algo inesperado para salvá-la. Vinte e cinco anos depois, aquele menino resgatado – agora um adulto – agradece porque sua ação salvou sua vida.
O padre José María Doroño de los Ríos, um ex-capelão militar de 57 anos, foi designado há mais de duas décadas para uma missão especial em El Salvador junto com a Polícia Nacional.
Durante a missão, ele soube de uma situação extremamente terrível. Um menino de 14 anos chamado Manuel sofria de paralisia parcial do corpo e sua família, em estado de extrema pobreza, decidiu vendê-lo a um traficante por US$ 25 para alimentar as outras quatro filhas. Como muitos habitantes das montanhas de Panchimalco, eles não tinham dinheiro para comer todos os dias.
Hoje, o capelão lembra: “Algo que você aprende com o tempo é que não pode julgá-los: aquela criança ia morrer e eles a venderam por desespero”. Angustiado ao saber da história decidiu que deveria fazer alguma coisa, mesmo que fosse optar pelo mal menor. Então, ele traçou um plano. Não raspou a barba por mais de uma semana, vestiu uma camisa suja, alugou um caminhão para chegar lá e com todo o medo do mundo, se fez passar por um comprador. Então ele ofereceu à família um dólar a mais do que dariam ao contrabandista, pegou o jovem, rapidamente o colocou no caminhão e o resgatou.
“Em alguns décimos de segundo percebi que este é o trem que passa uma vez na sua vida, que você tem que pegar ou largar. E se você pegar, vai te levar aonde você nunca pensou que iria”. E ele reconhece, “estava muito ciente de que aquela criança iria mudar minha vida”. Manuel, segundo o padre, recebeu o tratamento necessário e, com base numa intensa terapia de reabilitação, conseguiu se recuperar da paralisia. Anos depois, quando o capelão já se encontrava na Espanha, recebeu uma carta do jovem – agora adulto – agradecendo por tê-lo salvado e dizendo que ele havia sido “a pessoa mais importante” de sua vida.
Esta experiência de salvar Manuel levou-o depois de vários anos a fundar o Lar Nazareth na Amazônia peruana que busca dar uma vida digna às crianças órfãs ou de famílias vulneráveis que sobrevivem na extrema pobreza; e muitas outras que foram vítimas de tráfico e prostituição.

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