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domingo, 25 de setembro de 2016

Artigos

A VERDADE DE CADA UM

Bom Dia Barretos. Como são variadas as nuances da verdade. Cada verdade se apresenta com a forma e as cores de seu idealizador. Os contrários apresentam suas versões para a mesma verdade, mas a verdade, dita verdadeira, pode ser diferente das outras duas.

Lembro- me de uma passagem altamente ilustrativa, que corria a boca pequena, e cuja veracidade, até hoje confirmada por uns e rejeitada por outros, encontra se acobertada pelo “É mesmo? “Será que é verdade?’. 

Vamos à história. Nos anos sessenta a oitenta, circulava no Brasil uma revista denominada “O Cruzeiro”, e nela escrevia um jornalista chamado David Nasser. Conta-se, que num belo dia, um cidadão foi até a redação para contratá-lo, a fim de escrever uma reportagem sobre Jesus Cristo. Depois das preliminares e do finalmente, preço ajustado pela reportagem, o cidadão estava saindo, quando David o chamou, dizendo: Meu amigo! Você quer que eu fale a favor ou contra? 

Claro que nessa história tem muito de folclórico, mas se assemelha, e se assemelha muito, ao que vemos hoje nas propagandas eleitorais. O marqueteiro bola algumas deixas, e por qualquer trocado ou promessa de emprego, alguém se propõe a repeti-las, como se fosse a mais cristalina das verdades. 

Parece que a revoada incessante de grupos políticos, tentando convencer eleitores, acaba por fazer as paixões se acerbarem e a razão ficar embotada. Ninguém cobra coerência dos candidatos e muito menos analisam suas atitudes e suas propostas. A única proposta que prevalece é o quanto vou ganhar ou se terei um cargo garantido em sua administração. Como cobrar trabalho efetivo de quem foi eleito? Como cobrar coerência entre suas propostas e sua atuação? Com que moral cobrar seriedade na atuação do político, depois de se corromper barganhando seu voto por vantagens financeiras ou uma boquinha na administração. Será que quem promete tais vantagens merece o nosso voto? Você o consideraria uma pessoa séria? Será que tal candidato quer mesmo servir ou apenas se servir do cargo? 

Estamos na reta final do período eleitoral. Hoje começa a última semana. Por que não reunir a família, os amigos, os vizinhos e trocar uma ideia? Por que não questionar como o candidato se comporta ou se comportou quando ocupou um cargo de mando? Por que não deixar a consciência falar mais alto que os interesses momentâneos?

Quem busca angariar o seu voto com propostas desonestas, poderá no futuro exercer com seriedade o cargo a que se propôs?

Na semana que se inicia, uma leva de candidatos, travestidos de anjos e arcanjos, com suas legiões de apoiadores, prometendo o céu e a terra, estarão percorrendo as ruas de nossa cidade, mas é só você, eleitor, quem definirá os  eleitos. Sua responsabilidade e o seu discernimento é que irá definir como viverá o barretense nos próximos quatro anos. 

Agora, é você que decide, amanhã não adianta se lamentar, nem dizer que errou ou que não votou no candidato eleito. Depois do leite derramado, Inês é morta!

BOM DIA BARRETOS

 

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