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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Artigos

A única guerra justa

A cada três pessoas do mundo, duas vivem subalimentadas, sem habitação decente e são analfabetas.
“Que fizeste?” perguntou o Senhor, “a voz do sangue de teu irmão clama desde a terra até mim”. (Gen 4,10).
Um ilustre militar; há algum tempo, disse ao Presidente da nossa querida República: Existe a possibilidade de invadirem o nosso País pelo norte. Como num passe de mágica, construiu-se uma estrada próxima aos limites do Brasil como os vizinhos daquela região! Gastou-se milhões e milhões e a entrada, hoje abandonada, está desaparecendo, como desapareceu o nosso dinheiro lá enfiado.
Em favor da miséria existente na periferia de cada vila, cidade ou capital nada se faz! E os Presidentes sabem desse estado de calamidade.
Aqui em Barretos tem uma favela sem energia, água e esgoto onde as coisinhas estão junto de chiqueiros, onde porquinhos magros disputam um espaço com criancinhas barrigudas de vermes. E o que a televisão tem mostrado do nosso nordeste! Que loucura!
Contra essa miséria toda, inimiga declarada de grande parte da humanidade e de boa parte dos barretenses, nada se faz. Uma guerra apenas, podemos ter certeza que é sempre totalmente justa: a guerra contra a miséria.
Dando um pouco, salvamos muitos.
Mas se dermos mais, permitiremos que esses mesmos, muitos viviam decentemente e sobretudo dignamente, isto é, por si mesmo, e não de nossas esmolas.
Muitos “piedosos cristãos sabem existir a pobreza, porem ignoram a gravidade de sua extensão. A partir do momento em que tomam conhecimento da sua existência, porem a coisa muda de figura. Quando os “bons cristãos” passam a saber como é grande o sofrimento desse povo, se nada fizeram para ajudar na sua salvação, estarão se condenando definitivamente aos olhos dos homens e de Deus.
O Senhor Jesus nos ordenou não apenas não fazer mal ao próximo (os pagãos podem fazer o mesmo), mas amara o nosso próximo como as nos mesmos. Amá-lo como a mim mesmo significa “antes de mim mesmo”, quando ele é mais infeliz do que eu.
A tarefa de ajudar, como a tarefa de amar, jamais terá fim…Se você já dá, já ama; dê e ame mais.

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