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quinta-feira, 05 de agosto de 2021

Artigos

A TERAPIA DO MEDO

Bom dia, Barretos.

Sempre se usou a terapia do medo para controlar a sociedade constituída. Desde os primórdios o medo do castigo de Deus, a teoria do céu e inferno, onde não fazendo o que mando, você vai arder no inferno, foram sendo utilizados para controlar as multidões. Os indígenas tinham seus pajés que ajudavam através do medo controlar as tribos. Hoje se usa o medo do Covid como arma e esperam controlar o povo não pela conscientização, mas pelo medo. Esta semana envolvido pelo medo coletivo, um cidadão surtou e pintou um inferno de Dante, diante da epidemia na região de Barretos, envolvendo o nome do Hospital São Jorge. Só posso lamentar e desfazer a imagem do caos que procurou pintar. A grande maioria dos pacientes com Covid que foram internados no São Jorge saíram curados. Estamos numa epidemia e travando uma guerra contra o vírus, mas mesmo nas guerras as tropas vão para o front enfrentar os inimigos e não encolhem e se escondem nas casamatas. Claro que lamentamos pelas vidas perdidas, mas também estão colocando no lombo da Covid dezenas de mortes pelas mais variadas causas. Para muitos o que importa agora é gerar o medo como forma de controle do vetor, tática que já se mostrou ineficaz, perversa e inócua. O rapaz que surtou talvez envolvido por uma crise de medo incontrolável e talvez até movido pelo desejo de contribuir, acabou por agravar o medo já arraigado no seio da população. Volto a insistir, a vida continua com ou sem epidemia, e portanto, tomando os cuidados que todos já têm conhecimento, vamos continuar trabalhando e levando a vida com fé e as bênçãos dos céus. A gripe espanhola foi muito mais grave, matando segundo as estatísticas entre cinquenta e cem milhões de pessoas num universo muito menor que o nosso e a humanidade a superou, a pandemia do Covid também tenho certeza que vamos superar. A verdade é que a grande maioria dos pacientes acometidos se curam, mas insistem em falar apenas das mortes, mesmo sabendo que uma parcela das mortes anunciadas como Covid não o foram. É hora de manter a calma, avivar a nossa fé e seguir adiante.
Bom dia, Barretos

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