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sábado, 31 de julho de 2021

Artigos

A realidade sobre o uso incorreto de medicamentos

A facilidade na compra e disponibilidade de medicamentos no Brasil, incluindo tanto os isentos de prescrição (MIPS), quanto aqueles que necessitam dela, culminam na compra e venda ilegal, e por consequência, na prática da automedicação e no uso indiscriminado, o que vem configurando cada vez mais um problema de saúde pública, devido aos prejuízos inerentes a todo esse contexto.
A automedicação é o ato de utilizar medicamentos sem orientação de um profissional especializado, através de indicações de amigos, vizinhos, parentes, mídias (televisão e rádio) e da “internet”. Vários motivos levam a essa prática, entre eles, não perder dia de trabalho para ir ao serviço de saúde, falta de informação, condição financeira, entre outros.
As consequências da automedicação podem ser mais graves do que se imagina, mesmo parecendo tão corriqueira a compra de medicamentos e seu uso sem acompanhamento, até por uma questão cultural. O uso incorreto pode acarretar em agravação e atraso no diagnóstico de doenças, pois determinados sinais e sintomas podem ser mascarados, havendo complicações e até o óbito.
A utilização de antibióticos sem necessidade é uma questão que merece ainda mais atenção, pois leva à resistência microbiana, tornando-os ineficazes, quando seriam essenciais para um tratamento. Associações de medicamentos (tomar mais de um medicamento por vez e ao dia) também representam um perigo à saúde, pois podem ocorrer interações, com anulação ou potencialização do efeito de um ou de vários medicamentos, alergias, intoxicações e mortes.
Deve-se ter consciência de que todos os medicamentos possuem efeitos colaterais e seu consumo deve realizado com responsabilidade e acompanhamento médico e farmacêutico.

Paula Coutrin de
Andrade Silva
Curso de Farmácia
Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos – UNIFEB.

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