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terça-feira, 02 de agosto de 2016

Artigos

A razão dos nossos dons

Todos os ensinamentos cristãos nos levam à preocupação com os problemas sociais e nos animam a nos empenharmos nas suas soluções, testemunho desta maneira, o amor aos irmãos, como nos foi determinado pelo Mestre.
Para melhorarmos um pouquinho, nesta fria vida cristã que a maioria de nos leva, temos que nos evangelizar realmente, isto é, conhecer Jesus Cristo, sua mensagem, sentir intimamente e agradecer pela salvação  eterna que Ele nos trouxe, tomando consciência clara do pecado, do qual Ele nos libertou.
O pecado não tem apenas um aspecto individual, tem dimensões sociais. Uma evangelização parcial ou defeituosa e incapaz de transformar a totalidade de nossas vidas e de nos levar a plenitude da salvação.
Por causa da ignorância religiosa, é que a maioria dos homens vai empurrando a vida espiritual “com a barriga”, sem se aperceber que as conseqüências dessa irresponsabilidade e o desespero eternos.
A verdade evangelização, deve proclamar toda a palavra de Deus, questionando mesmo nossa vida econômica, cultural, social e política.
Não se trata de aliviar os outros, fazendo-vos sofrer penúria, mas sim, que haja igualdade entre vós. Como esta descrito: “O que colheu muito, não teve sobra, e o que pouco recolheu, não teve falta.
Boa parte dos que lêem essa coluna diária de reflexão, meditação, e que tem por finalidade lhes gotejar serenidade, é dotada de muitos benefícios. Esses podem ser de ordem material: tem o dinheiro necessário para poder morar numa boa casa, assinar o este jornal, tem o que comer beber e vestir. São dotados de benefícios culturais: sabem ler, escrever, muitos têm o curso básico, outros, técnicos ou superiores. São dotados de beneficio sociais e políticos: são lideres sindicais, associativos, esportivos, são representantes do povo, nas Câmaras Municipais, Estaduais e outros.
Todos esses benefícios nos foram concedidos, para que os colocássemos a serviços da comunidade, mas colocássemos com interesse, com ternura, com bondade, com amor.
Todas as nossas qualidades e dons serão colocados de fato a serviços dos irmãos, quando nos identificarmos com seus desesperos e sentirmos partir do intimo de nossos corações, a ânsia da solidariedade, da fraternidade autentica por todos os que sofrem e são menos privilegiados.
Só então, estaremos vivendo uma experiência de homens e mulheres evangelizados, que deveria ser a maneira comum e natural de viver do cristão.
 

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