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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Artigos

A POLÊMICA DO “ESPECIAL DE NATAL”

O grupo Porta dos Fundos extrapolou de vez com o esquete "Especial de Natal", utilizando o humor para vilipendiar a fé cristã. A reação de muitos católicos foi imediata, principalmente nas redes sociais. Aliás, outros esquetes deles já haviam escandalizado, mas poucos haviam reagido à situação. O fato é que até o cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, se manifestou em seu twitter contra o filme, pelo modo zombeteiro e agressivo com que atingiu os milhares de cristãos brasileiros. Um grupo de advogados esta' entrando com uma ação contra o Fábio Porchat, por infringir o art. 208 do Código Penal, cometendo vilipêndio ao culto e por esclarecer publicamente o sentimento religioso. Realmente, os humoristas da Porta dos Fundos dificilmente teriam feito o mesmo contra os muçulmanos, pois o próprio Porchat chegou a declarar numa entrevista que evita atacar o islamismo, porque tem medo de explodir sua casa. Agora, os cristãos podem ser vítimas de seus ataques e ser assim humilhados e discriminados?
Bem afirmou Ivanaldo Santos, ao comentar a polêmica: "O episódio de discriminação religiosa promovido pelo "Porta dos Fundos" vem demonstrar duas coisas. Primeira, a ditadura das minorias chegou a um dos últimos redutos onde havia, até pouco tempo atrás, liberdade no humor. Muito provavelmente será proibido fazer piada com homossexual e com quem defende o aborto, mas será obrigatório humilhar os cristãos. Segundo, vê-se que, no Brasil, os direitos humanos não estão a serviço da sociedade, da humanidade e da maioria da população. No Brasil direitos humanos é privilégio de minoria (homossexuais, abortistas, etc). A maioria da população pode ser discriminada, humilhada, ter seus valores religiosos e culturais negados, etc, mas não aparece um líder ou grupo de direitos humanos para defender a dignidade da grande maioria da população." É isso. Temos que reagir e defender nossos valores, por isso o Grupo Porta dos Fundos deve ser processado e as empresas que o patrocinam devem também ser boicotadas, a exemplo de petição pública promovida pela Citizen Go visando boicotar a cerveja Itaipava, por financiá-los.
Temos o dever, como cristãos, de defender os valores e os princípios do cristianismo. Não podemos, em nome da liberdade de expressão, aceitar que uma minoria faça ofensa tão gritante contra os sentimentos da maioria do povo brasileiro, que é comprovadamente cristão. Democracia exige limite. E o Porta dos Fundos extrapolou.
 
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU(Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal,Canadá.

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