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terça-feira, 16 de abril de 2024

Artigos

A Nova Aliança

Os Evangelhos da Paixão, da Morte e da Ressurreição de Jesus são os textos mais antigos e mais sagrados da Igreja. A Igreja celebra, todos os anos, na “Semana Santa”, os últimos dias de Jesus em Jerusalém.
No Domingo de Ramos, Jesus chega a Jerusalém em companhia de seus discípulos para celebrar a Páscoa. Entra na cidade montado num jumento; vem como Rei da Paz, tal como o tinha anunciado o profeta Zacarias (9,9). As pessoas aclamam-no como o filho de Davi, isto é, o Messias (Mc 11,8-10). Jesus ensina no Templo. Judas, um dos doze Apóstolos, deixa-se corromper e dispõe-se a entregá-lo.
Na Quinta-Feira Santa, Jesus celebra com seus discípulos o banquete pascal. Segundo o costume, os judeus sacrificavam um cordeiro na Páscoa, em memória daquele que tinha sido comido na noite da saída do Egito e cujo sangue tinha sido posto sobre as portas, afim de salvar o povo da morte, que nessa noite feriu todas as famílias egípcias.
Sabendo que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13,1). Faz desta última refeição com os apóstolos “o memorial de sua oferta voluntária ao Pai pela salvação dos homens” (CIC 610). Em prefiguração do sacrifício que vai oferecer na cruz, toma o pão, parte e o dá dizendo: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós”. Depois toma o cálice e o dá a seus discípulos dizendo: “Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim”.
Jesus dá à Páscoa judaica um sentido novo. Já não são animais os que se oferecem em sacrifício. É o próprio Jesus quem se oferece, livremente pela salvação do mundo. Para que recebam a vida graças à sua fé. Jesus dá aos seus discípulos o seu corpo como comida e o seu sangue como bebida, sob as espécies do pão e do vinho. Deste modo, estabelece a Nova Aliança que ele sela com o seu sangue.
Ao pedir aos apóstolos que façam “isto” em sua memória, está incluindo-os na sua própria oferenda e pede-lhes que a perpetuem. Assim, Jesus os instituiu sacerdotes da Nova Aliança (cf. CIC 611).
São João conta que Jesus, na Última Ceia, na véspera da sua morte, ajoelhou-se diante dos discípulos para lhes lavar os pés. Age assim para que, com o seu exemplo, compreendam a ordem da Nova Aliança: o “maior” deve fazer-se “pequeno” como Jesus, para servir os seus irmãos e irmãs. (Eu Creio, Pequeno Catecismo Católico)

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