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sábado, 15 de junho de 2024

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A lucidez de Francisco na defesa do Sacramento do Matrimônio

Este nosso papa Francisco está se superando cada vez mais no seu ministério petrino, e nesses últimos 11 anos temos provas cabais da assistência que sem dúvida recebe do Espírito Santo porque, na verdade, é o próprio Deus quem o dirige para que apascente o Povo de Deus com a sabedoria e espiritualidade requeridas para quem é escolhido para tão alta e significativa missão.
É compreensível que os adversários da Igreja, onde se incluem várias autoridades mundiais, administradores e influenciadores das redes sociais ou da mídia de todos os naipes, e bilhões de pessoas que, ao ignorar quase tudo a respeito de Jesus Cristo, deem de ombros e fingem não acompanhar as declarações e documentos papais que, apesar desse desprezo, mexem nas estruturas mundiais porque são oriundas de sua missão profética fundamentada na Palavra divina, que se encarnou e mudou o mundo.
Foi Deus quem instituiu e sacramentou a união do homem e mulher desde o princípio (Gn 1,27; 2,24). O próprio Deus – Jesus – referendou o ato divino (Mt 19,4-6) quando aqui veio conviver pessoalmente conosco. E uma das mais belas páginas da literatura joanina encontramos em João, no capítulo 2 – aquele casamento em Caná. Foi a instituição solene do Sacramento do Matrimônio, onde se fez presente toda a Igreja: Deus, Maria, a Mãe de Deus, e os Doze. Mudança radical, substancial: da mesma forma que água virar vinho. E vinho dos melhores, como nunca outro existiu: assim é a união do homem e da mulher como Deus quer.
Então, o que faz Francisco? – Nada mais do que reforçar essa doutrina, que é imutável, por ser divina e “imexível”. Os críticos, infelizmente até em algumas fileiras eclesiais que, de imediato se revoltaram contra a divulgação papal do “Fiducia supplicans”, são, em geral, fruto de desconhecimento total de quem é Deus e qual é a missão da Igreja.
Que Deus é misericordioso, ninguém duvida. Que Jesus, verdadeiro Deus e homem, mostrou pessoalmente isso aqui entre nós, também não há dúvidas, embora a maioria da população mundial o rejeite! Conviveu com os pecadores, que somos todos nós, e veio para nos libertar do pecado, dos caminhos errados, convidando-nos à conversão.
Se Deus é assim, a Igreja também tem que ser. Precisa exercer a misericórdia, precisa ter suas portas sempre abertas, sem discriminações. Quem somos nós para julgar?
Por isso é que Francisco, brilhantemente lúcido, defendendo o Sacramento do Matrimônio, apenas permite bênçãos – que não são o Sacramento –, mesmo para casais homoafetivos ou em situação conjugal irregular, e para as quais existem normas de como ministrá-las a todas as pessoas que as peçam, sem discriminações.

Por: Por: Diácono Lombardi

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