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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

A justiça de Deus acontece nos túmulos

Nós, seres humanos, temos enormes dificuldades de entendermos os desígnios divinos, porque os nossos pensamentos estão abismalmente distantes dos pensamentos de Deus, a não ser que Ele tome a iniciativa de revelá-los a nós. Quanta gente fica chateada, aborrecida, às vezes até revoltada com Deus, por ver tanta maldade na face da terra, tantas injustiças e crimes sendo cometidos, e com a impressão que Deus está como que dormindo, indiferente com tudo o que aqui ocorre. Por que não intervém? Por que?
Os apóstolos perguntaram isso a Jesus que, ao contar a parábola do joio e do trigo, respondeu que a separação deles acontece na colheita: “Pode acontecer que, ao retirar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita. No momento da colheita, direi aos que cortam o trigo: retirai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! O trigo, porém, guardai-o no meu celeiro!” (Mt 13,29-30).
No capítulo 5 do evangelho de João (vv. 28-29), a revelação do Divino Mestre é mais contundente: “Vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação”.
A Igreja está sempre lembrando a todos que, nascidos para uma existência que não termina nos túmulos, precisamos nos preparar para este momento, de modo que sejamos salvos pela graça de Deus, que respeita o dom da liberdade que transmitiu a todos os seres humanos, dando-lhes também a faculdade de escolher, enquanto estando na face da terra, entre a prática do Bem ou a prática do Mal. Podem fazer a escolha, aqui e agora.
Por isso há tantas injustiças e crimes no mundo, devido aos pecados que todos cometem.
Quando Deus vai intervir? – Ele intervém ao chamar do túmulo a pessoa, que acorda deste sono da “morte” (ressurreição), pois é neste momento que a Justiça divina se dará: uns acordam para ir morar com Deus; outros, acordam e são afastados dele para sempre.

 

(Por: Diácono Lombardi)

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