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A IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDORISMO RURAL FRENTE AO ÊXODO RURAL BRASILEIRO
Historicamente observa-se que o êxodo rural se trata de um problema social presente no Brasil, trazendo desconforto à opinião pública e reforçando assim a necessidade de mudar a visão dos empreendedores rurais. A evasão do homem campestre ocorre a muito tempo, e trata-se de uma experiência já vivida por países mais desenvolvidos. O êxodo rural no Brasil é intenso, muito disso devido a inexistência de uma política governamental agrícola eficiente. Observando esse esvaziamento do meio rural, associado ao constante desenvolvimento global, nota-se que apenas cerca de um quarto da população economicamente ativa nos países desenvolvidos reside em áreas rurais.
Desde os primórdios das civilizações, já se tem preocupação com a forma de ocupação da terra e suas divisões. Para o povo de Israel foi “reservada a terra prometida”. No tocante ao Oriente Médio, os conflitos perduram até os dias atuais, na disputa pela ocupação da terra. O êxodo rural está diretamente atrelado à ocupação da terra. No âmbito brasileiro, a terra foi primeiramente organizada através das Capitanias Hereditárias e posteriormente ajustando-se as condições econômicas da época.
O empreendedorismo rural pode atuar como uma ferramenta afim de amenizar o problema do êxodo rural, onde a inovação, a qualificação e o treinamento do homem do campo são vertentes dessa ferramenta. Dessa forma em 2005 o Prof. Carrionafirma em uma de suas obras, que ser empreendedor rural é: a) saber enxergar as oportunidades; b) ter habilidade para começar e recomeçar sempre que preciso; c) ser capaz de “vender seu peixe” de maneira eficiente; d) ter uma boa rede de relacionamentos; e) enxergar as necessidades do mercado; f) ter opinião própria; g) persistir sempre; h) assumir riscos; i) ser um líder entusiasmado e j) sempre querer crescer. Afirma ainda que cultivar e fortalecer o empreendedorismo rural através da motivação do homem do campo a buscar e desenvolver a qualidades citadas, causará uma estagnação no processo de êxodo uma vez que o mesmo, passa então, a necessitar menos dos atributos oferecidos pela urbanização, podendo estabelecer assim um paralelo de convivência harmônica entre zona urbana e zona rural.
É fato que a interrupção do fluxo populacional campo/cidade e vice-versa é tecnicamente impossível, o que se faz possível é um melhor acomodamento do homem do campo em seu local de origem, baixando assim os índices de migração, muito disso proporcionado pelo empreendedorismo rural. Outro fator preponderantemente motivacional à manutenção do homem no campo é a concepção das áreas rurais produtoras de insumos como empresas rurais e não apenas como áreas estritamente produtoras de matéria prima e commodities, transformando dessa forma o pequeno proprietário rural em um pequeno empresário rural.
Pode-se observar dessa forma que apesar do histórico problema migratório enfrentado pelo Brasil em relação ao homem do campo, é possível amenizar este problema fazendo uso de ferramentas simples, implantando as não existentes e potencializando as presentes, sendo o empreendedorismo rural uma das mais eficazes.
Eduardo de Carvalho Machione. (Graduado em Administração/UNIFEB – Especialista em Gestão de Negócios/USP – Mestre em Tecnologia Ambiental/UNAERP) Coordenador de Pesquisas da Faculdade Barretos. Docente da Faculdade Barretos.
machione@colina.com.br
Roberto de Ávila Lima Filho (Graduado em Ciências Econômicas/PUCSP – Especialista em Finanças Empresariais/FGVRJ). Docente da Faculdade Barretos.
roberto.avila18@terra.com.br