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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

A ilusão das riquezas

Ouvi isto, povos todos do universo, muita atenção, ó habitantes deste mundo; poderosos e humildes, escutai-me, ricos e pobres, todos juntos, sede atentos!
Minha boca vai dizer palavras sábias, que meditei no coração profundamente; e inclinando meus ouvidos às parábolas, decifrarei ao som da harpa o meu enigma:
Por que temer os dias maus e infelizes, quando a malícia dos perversos me circunda?
Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens?
Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate.
A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal.
Morrem os sábios e os ricos igualmente; morrem os loucos e também os insensatos, e deixam tudo o que possuem aos estranhos; os seus sepulcros serão sempre as suas casas, suas moradas através das gerações, mesmo se deram o seu nome a muitas terras.
Não dura muito o homem rico e poderoso; é semelhante ao gado gordo que se abate.
Este é o fim do que espera estultamente, o fim daqueles que se alegram com sua sorte; são um rebanho recolhido ao cemitério, e a própria morte é o pastor que os apascenta; são empurrados e deslizam para o abismo.
Logo seu corpo e seu semblante se desfazem, e entre os mortos fixarão sua morada.
Deus, porém, me salvará das mãos da morte e junto a si me tomará em suas mãos.
Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo.
Felicitava-se a si mesmo enquanto vivo: “Todos te aplaudem, tudo bem, isto que é vida!”
Mas vai-se ele para junto de seus pais, que nunca mais e nunca mais verão a luz!
Não dura muito o homem rico e poderoso: é semelhante ao gado gordo que se abate.

 

 

Salmo 48(49),2-21

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