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domingo, 19 de maio de 2024

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A história se repete

No ano 2001 tivemos o apagão de FHC, que custou a preços de hoje mais de 320 bilhões de reais às indústrias e demais consumidores.

Ele foi causado pela teimosia do chamado “Príncipe dos Sociólogos”, Fernando Henrique, que se negou a construir novas hidrelétricas alegando que não era necessário pois com a privatização, os estrangeiros que comprassem a ELETROBRÁS iriam investir.

O Brasil cresceu, o consumo dobrou com a população, e os estrangeiros não compraram a geração, mas só a distribuição, que lucra muito mais rápido.

Resultado: faltou energia.

Em 2022 Lula ganhou a eleição dizendo que ia rever essa venda que não foi venda, mas simples mudança da regra de definição da Diretoria e Conselho. Entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra essa forma de escolha da diretoria no STF.

Enquanto isso, novas privatizações de mesmo tipo aconteceram em vários estados. E agora o governo reparou que as tarifas estão entre as mais caras do mundo, a ELETROBRÁS tem 51 hidrelétricas todas pagas e o Lula teima em não construir novas hidrelétricas. Pelo jeito gosta de um cheirinho de óleo diesel, carvão e óleo combustível para gerar à noite quando as solares deixam de produzir.

Não acham que é uma sorte enorme o Sarney e o Suarez terem investido em termoelétricas que custam 10 vezes mais caro?

Ivo Pugnaloni é engenheiro eletricista e de telecomunicações. Foi presidente da Copel Distribuição

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