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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Artigos

A Glória e a Fama

A coragem, o acaso, a fortuna podem marcar de diversas maneiras a vida dos homens. Muitos governantes e militares foram imensamente corajosos pelas decisões tomadas em suas vidas, e não tiveram sua glória e fama divulgadas.
Todos sabem de pessoas, que sem se aperceberem, se tornaram grandes líderes anônimos em seus bairros e cidades, pela disponibilidade de trabalho ou pelo desapego aos seus bens, e passaram por esta vida, sem que a grande maioria dos homens as conheçam.
E o que dizer de tantos casais anônimos que se dedicam ao apostolado do amor de Deus, sem se importar que deles os outros tomem conhecimento para exalta-los?
Ao contrário de toda essa legião de homens e mulheres, que muito fizeram e fazem pelo próximo, existem aqueles que só fazem o bem, se dedicam com empenho às suas obrigações, sob a condição de tornarem conhecidas as suas “virtudes”.
E como é insignificante e nulo o valor da glória, perante os homens bem formados e perante Deus!
Depois de qualquer esforço para cumprir o melhor possível sua atividade ou apostolado, a glória é apenas o conceito que os outros fazem a seu respeito.
O que deve importar realmente é a auto-opinião, a alegria da consciência pelo bem praticado.
O trabalho ao próximo não deve ser “apresentado” para os outros, mas para si mesmo, para sua própria alma.
E como todo cristão tem obrigação natural de servir, que o seu serviço seja sempre exercido em favor dos outros e não em favor de sua vaidade.
Que cada trabalho ou apostolado sirva de testemunho de vida aos filhos e irmãos, e a alegria interior o estimulo nessa caminhada rumo ao Pai, para contínuos serviços à comunidade e ao próximo.

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