Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Artigos

A fofoca

Toda pessoa terá de Deus o mesmo julgamento que dispensa ao outro, seu semelhante. Jesus proíbe julgar o próximo.
Se no Evangelho, o verbo “julgar” tem o sentido de “condenar”, é porque nós, agora, – como naquele tempo -, temos a mania de julgar e condenar os outros, assim como somos loucos por fofoca. O Evangelho nos lembra que essa fraqueza pode nos levar a um mal maior.
De forma concreta e prática, quando falamos mal do próximo, quando criticamos suas falhas e fracassos, ou quando o condenamos, estamos faltando com o amor para com ele. Mesmo que a pessoa tenha praticado o mal, nossa obrigação é a correção fraterna ou a repreensão; nunca, porém, a “fofoca”, o “diz-que-diz” que não levam a nada.
Quando comentamos os defeitos dos outros com os próprios interessados – que são eles mesmos – fazemos uma grande caridade, pois estamos ajudando-o a se corrigir, falando-lhe a verdade que muitos ocultam.
Quando comentamos seus defeitos com outras pessoas, estamos sendo desleais ou anti-evangélicos. Se tais comentários forem acrescidos da condenação do irmão, por causa dos seus erros, pecados, defeitos estamos pecando, pois nos colocamos no lugar de Deus. E Ele usará para conosco, aos nos julgar, do mesmo rigor que estamos usando para condenar os outros.
Falar pelas costas, como se diz vulgarmente, é feio, é falta de educação e de respeito para com o outro, e pode chegar a ser falta grave, pecado grave.
Jesus não só ensinou o respeito ao próximo, como também sempre teve atitude exemplar neste sentido.
Imitemos Jesus. Esforcemo-nos para frear nossos pensamentos e nossa língua e a cada vitória, sentiremos mais paz, mais serenidade interior.

Compartilhe: