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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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A extrema necessidade que temos do amor de Deus

Adorar é reconhecer que a transcendência e a santidade de Deus são dignas de todo respeito e reverência, da nossa submissão e confiança. É reconhecer a dependência que todas as coisas têm de Deus e que, por ser Deus, transcende qualquer outro ser, segundo toda possibilidade possível (S. Tomás).

No diálogo de Jesus com a samaritana, Jesus afirma que chegou a hora “em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; pois são estes os adoradores que o Pai procura” (Jo 4,23).  Interrogado pela samaritana sobre o local onde se deve adorar a Deus (Jerusalém ou no monte Gerizim), Jesus relativiza o lugar, mas não a adoração. A adoração será sempre a atitude base da virtude da religião que nos leva a reconhecer a absoluta transcendência de Deus e a nossa dependência Dele. (…)

Só Deus deve ser adorado (Mt 4,10; Lc 4,8; 1Cor 14,24; Hb 11,21; Ap 4,10). A adoração é devida somente ao Deus pessoal e presente, portanto o “adorar” é frequentemente ligado ao “cair por terra” (Mt 2,11; 4,9; At 10,25; 1Cor 14,25; Ap 4,10; 5,14), é sinônimo de prostrar-se. Diante da infinita santidade de Deus, nós reconhecemos que a única atitude digna dele é de prostrar-nos, reconhecendo a nossa absoluta pequenez e a extrema necessidade que temos do seu amor.

No Novo Testamento a adoração se estende também à pessoa do Filho. No Apocalipse a adoração está presente na liturgia celeste, sempre unida ao gesto de prostrar-se diante de Deus e do Cordeiro, unida ao hino e louvor e também à oferta das coroas dos santos, em sinal de máxima veneração (Ap 9, 9-12)

Hoje a Eucaristia é objeto de um particular apreço em relação à adoração. O mistério eucarístico tornou-se o cume do culto, a fonte da santidade e a primeira escola da espiritualidade cristã, antes como fim de toda atividade da Igreja (SC 10). (…)

A Trindade é o Mistério divino a quem devemos tributar nossa adoração; pois o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus! O Padre Jonas Abib dizia com muita propriedade: “Quem não adorar não vai aguentar!” Somente com a adoração superamos a tentação de fechar-nos em nós mesmos, e por meio dela podemos abrir-nos com estupor diante da presença de Deus que abarca todas as coisas. Peçamos a Deus que aprendamos a adorá-lo como fez Maria, que exclamava: “O Poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu Nome!” (Lc 1,49).

(Por: Dom Milton Kenan Jr)

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