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sábado, 16 de novembro de 2013

Artigos

A Escuridão

Tenho certeza absoluta, – e o caro leitor também tem, se fizer uma observação atenta-, que todas as pessoas, inclusive eu e você, somos escravos de algo ou de alguém nesta vida. 
Uns, quase caem de joelhos diante do dinheiro. E sobre determinadas pessoas fala-se que “em matéria de dinheiro, ele não perdoa nem a mãe”. 
Outros, adoram o poder, e para mandar, não se importam em pisar, menosprezar ou até mutilar aos que servem de degrau para a sua subida. 
Existem aqueles que são incrédulos ou querem mostrar que vivem tranquilamente do ceticismo (da dúvida de todo mundo), e ainda há os que descobrem no sexo o seu bezerro de ouro e vivem em função disso. Como diz uma banal humorista: “Ele só pensa naquilo”. 
O mesmo se passa com as coisas nobres: muitos se dedicam de tal modo ao trabalho que acabam se estafando e esse trabalho pode ser na área científica, artística, literária, espiritual, empresarial, braçal, não importa qual seja; se houver uma verdadeira paixão pela atividade, o final é de pura escravidão. 
Escravidão por escravidão, isto é, se de qualquer modo temos de servir, já que essa é a normal condição humana, nada melhor do que servimos por amor à Deus. 
Servindo a Deus, nós perdemos a condição de escravos para nos convertermos em amigos, em filhos do Pai. Aqui, então, se manifesta a diferença na maneira de viver das pessoas: servindo a Deus, nós enfrentamos as honestas ocupações do mundo com o mesmo emprenho que os outros, mas com paz no fundo da alma, com alegria e serenidade, mesmo nas contrariedades. 
Esta paz, alegria e serenidade, serão uma constante em nossas vidas porque não depositamos a nossa confiança no que passa, mas no que permanece para sempre, que é o amor a Deus. 
E quanto maior a nossa confiança, a nossa dedicação e serviço, maior é a certeza da libertação eterna. 

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