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A crise de confiança no geral e a aterrissar no solo de Barretos
O País, como o mundo todo, atravessa momentos de instabilidade governamental refletindo o que acontece em diversos recantos do planeta. Taliban em evidente retrocesso da conjuntura social, banindo seus filhos de forma entristecedora, “tutoria” americana afastada e desmoralizada, tudo gerando uma realidade que vem refletir no seio da casa ou família de cada um.
No nosso Brasil, provocação cada vez mais insidiosa de segmentos corruptos (ou recém aderidos ao velho modelo de corrupção) na direção de uma ruptura institucional, que parece desejado pelo bloco comunista, hoje indisfarçado, em nosso meio. Tenho a sensação que não ganham a adesão da massa, sempre passiva, de nossa grande população. Mas, os movimentos estão aí programados para “cuidar” desse momento.
O que sempre se preconiza, é fazer a mudança global começando pelo nosso entorno, ou seja, por cada cidade em que se vive. Aí aterrissamos em Barretos….
Está ficando em moda por aqui, transformar situações vexatórias e indesejáveis em verdadeiras “pizzas” para não dizer questões “abafadas” diante de absurdos constatados nos últimos anos e, por que não, nos últimos dias.
O caso do escândalo dos holeriths da administração passada, cujo desfecho não se tem efetiva conclusão ou dela não se sabe, podendo até ter sido bom (o desfecho). Não acredito…o povo quer explicações, com indispensáveis devoluções do produto dos desvios.
Quando se esperava ter sido detectado um modus operandis de corrupção, pronto para ser erradicado, ele vem recidivar agora, envolvendo instituições privadas em parceria pública, ligadas à Prefeitura e envolvendo dinheiro público.
Quando há poucos dias se tinha o impacto de um escândalo inesperado, com atitudes de imediatas dispensas de funções, vazamento incontido de detalhes para a comunidade, sobrevém uma estranha “calmaria”, típica de movimentos de abafamento de problemas, denotando um mecanismo característico dessas situações batizadas como “síndrome do rabo preso”.
Aí se resolve matreiramente, estampando notícias de outra “estranheza” de gastos com a pandemia, no ano passado, incongruente com o exíguo volume de casos que ocorreram: pouca casuística e enorme volume de recursos oficiais aqui alocados.
Interessante é parte da imprensa local “fazer o meio de campo” nessa engenhosa manobra do “abafa”. E o triste é que usam das conhecidas “cortinas de fumaça” num volume que nossa cidade parece viver momentos de “fog” londrino.
Há que se ter respeito e um mínimo de senso crítico. Triste é o volume de problemas que, antigamente eram semanais e, atualmente, acontecem dia sim, dia não.
Concretamente temos convivido com: péssima qualidade continuada da saúde pública, tão decantada e denunciada, que nesses dias atingiu parente de figura notória na cidade, mas que vem acontecendo há tempos.
Desgastes políticos com a região, fatos de desvio envolvendo recurso público, perda de “aparelho técnico” como um aeroporto remodelado, esvaziamento político-administrativo na região e, o que é pior, o prefeito de Olímpia, estando na dele, veio aqui e manifestou verdades pautadas na incompetência de nossos políticos e de seus oportunistas.
São realidades críticas? Infelizmente é o que há. Cabe à prefeita desfazer-se do complexo, evidente e nítido emaranhado de oportunistas dos quais se torna eternamente uma refém. Não seria necessário citá-los.
A evidência é cristalina. O que precisa é atitude de verdade.
Sempre é tempo.
Dr. Fauze José Daher
Médico e Advogado