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A COBRA VAI FUMAR
Bom Dia Barretos.
A cobra vai fumar, é uma expressão popular, que significa algo difícil de realizar. Assemelha-se a outra expressão popular, “O bicho vai pegar”. O termo se vulgarizou quando da Segunda Guerra mundial. Quase nenhum brasileiro acreditava que o Brasil entrasse na guerra, diziam é mais fácil uma cobra fumar que o Brasil entrar na guerra.
Pois bem, parece que a cobra está se preparando para fumar aqui em Barretos. As eleições estão se aproximando e muitos não acreditam em alguns nomes que estão sendo divulgados. Outros falam mesmo em não irem votar, esquecendo-se que, mais que um dever, a eleição significa estarmos dando uma procuração para alguém administrar nossa cidade em nosso nome.
Se não comparecermos, outros o farão por nós. Mas seja como for, teremos embates fortes pela frente. Alguns candidatos falarão a verdade, outros estarão propensos a falarem o que os eleitores querem ouvir, sem assumirem compromisso de, se eleitos, concretizarem as promessas.
Isso me faz lembrar a fábula “O lobo e anciã”. Conta-se que um lobo faminto, passando em frente de uma casa, ouviu uma criança chorando e uma anciã que lhe dizia:- Pare de chorar se não te darei ao lobo agora mesmo. Pensando que a velha falava a verdade, o lobo parou e esperou durante muito tempo. Ao chegar à noite, ele ouviu novamente a velha, que acariciando a criança lhe dizia: – Se o lobo vier aqui, nós o mataremos, meu filho.
Ao ouvir essas palavras, o lobo foi embora dizendo: – “Vou embora daqui, pois aqui se fala uma coisa e procede de modo diferente”. Essa fábula se destina às pessoas que não conciliam suas palavras com suas ações, o que é muito comum na vida pública.
Seja como for, estamos às portas de uma nova campanha política e de uma eleição que vai definir o destino de Barretos nos próximos anos. Que os candidatos falem o que quiserem tudo bem, o que não pode, é o eleitor deixar de analisar e pesquisar quem merece o seu voto e, quem pode administrar nossa cidade com competência e amor.
Se o eleitor aceitar barganhar seu voto por uma cesta básica, por uma picanha, uma caixa de cerveja, ou pela promessa de um emprego na prefeitura, perde o direito de, amanhã reclamar das consequências de seu ato.
Sim, como já disse me aposentei das lides políticas, mas como cidadão barretense, não posso me furtar ao dever, de alertar os nossos eleitores, já que da eleição municipal dependerá o futuro de nossa cidade.
Têm pessoas que buscam o cargo pelo ideal de servir, de fazer alguma coisa pela sua cidade, têm ideais e querem transformar seus sonhos em realizações, mas também há os que buscam o cargo por vaidade, ambição, ou por interesses inconfessáveis. Cabe a cada um de nós eleitores separar o joio do trigo.
Permitam-me concluir com mais uma fábula, a fábula do jumento e do cãozinho: Certo homem, que tinha um cão de Malta e um jumento, brincava constantemente com o cão. Além disso, sempre que ia jantar fora, trazia-lhe alguma guloseima e, quando o cão se aproximava, abanando a causa, ele lhe atirava.
Um dia o jumento, enciumado, e querendo o mesmo tratamento, correu para o dono e, pondo se a saltitar, atingiu-o com uma patada. Então o dono, irritado, mandou leva-lo embora a golpes de bastão, e amarra-lo à manjedoura.
Essa fábula mostra que nem todos são nascidos para as mesmas coisas. Meus irmãos, uns se doam, outros sugam, cabe a cada um de nós, e a todos nós conjuntamente, a obrigação de, após a devida análise, escolher quem tem mais condições de bem administrar Barretos. Sei que não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Que o Espírito Santo nos ilumine, ao entrarmos na cabine eleitoral e, que DEUS nos abençoe para escolhermos certo.
BOM DIA BARRETOS.