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terça-feira, 05 de março de 2024

Artigos

A certeza da Ressurreição

A morte faz medo aos homens. Significa despedida e separação. Tudo tem que ser deixado. Cada um morre de “mãos vazias”. Nenhum agonizante deve envergonhar-se do seu medo. Também Jesus apelou para seu Pai na cruz. O malfeitor, crucificado ao seu lado, viu Jesus morrendo, e mesmo assim acreditou n´Ele. Ouviu a resposta: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. É preciso morrer com Cristo para com Ele ressuscitar.
Há pessoas que morrem em idade avançada, e outras com poucos anos de vida, além dos bebês e crianças que mal chegam a tomar conhecimento da vida. Temos as mortes por violência, as vítimas inocentes de guerra e ódio, entre nações ou quadrilhas de bandidos… Diante da morte, não há como deixar de refletir: por que estamos no mundo? Para que servem tantos esforços, se todo homem sabe que deve morrer? Por que a uns se concede uma vida longa, enquanto outros morrem antes que a sua tenha verdadeiramente começado?
Sábio é todo aquele que descobre o verdadeiro sentido da vida, revelado por Deus através de seu Filho Jesus Cristo, de quem se torna fiel discípulo.
Há muitas passagens na Bíblia que nos dão a certeza da ressurreição, mesmo no Antigo Testamento. Mas destacamos declarações de Jesus, que afirmou categoricamente que os mortos ressuscitam: – “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá.” (Jo 11,25) – “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo 6,54).
Os primeiros cristãos já perguntavam: Como será a ressurreição dos mortos? Que acontece ao corpo que se decompõe na sepultura? Uma pessoa deficiente ressuscitará com o mesmo corpo deficiente? Quando se morre criança, permanecerá assim para sempre? – Precisamos entender que somente pela Fé temos noções sobre como os mortos ressuscitam. Jesus mostrou que é mais forte que a morte. O sepulcro fica vazio. Ressuscitado, Ele surge com seu corpo com as marcas da cruz, mas glorificado. Nosso corpo terreno é a forma com que nos relacionamos ao longo da nossa vida com todas as pessoas e com a natureza, e este formato que temos é continuamente mudado, ao longo dos meses e anos. Nunca mantemos o mesmo formato, o mesmo corpo; minuto após minuto nos transformamos ininterruptamente até à corrupção total. O que permanece é a nossa identidade, aquilo que somos em todas as dimensões. É a nossa “pessoa” que será ressuscitada por Deus.
“Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rm 8,18)

(Por: Diácono Lombardi)

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