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quarta-feira, 09 de julho de 2014

Artigos

A avareza

Com freqüência depois de ler a manifestação de Jesus, no Sermão da Montanha, segundo Lucas, onde ele nos diz: “Ai de vocês que são ricos… (avarentos), que estão fartos… (esbanjadores), ficava me perguntando: será que Jesus e a Igreja, de todos os tempos, não está sendo intransigente com os ricos? Será que nós, ao criticarmos sua usura e insensibilidade, não faltamos com a caridade com eles? Todas essas questões nos assaltavam e criavam o receio de estar combatendo um mal (a avareza) com outro semelhante (a intolerância).
Na verdade, Deus não aceita ser considerado como algo de função decorativa ou ornamental. Para os “rico” Ele não é uma necessidade, mas um luxo. Eles negam a relação vertical com Deus e a horizontal com o próximo, como uma verdade que não se separa a vontade… Meus escrúpulos se dissiparam quando recordei as palavras de Jesus, sobre “sim, sim, não, não”, isto é dizer a verdade, denunciar, mostrar caminhos e descaminhos sem falsear os valores, nem atenuar as exigências do Evangelho.
A esse respeito encontrei um excelente texto de “Pronzato” a respeito de nosso dever de alertar os ricos, os insensíveis, os que riem (dos pobres) e os que teimam em não repartir, enquanto eles ainda estão vivos e são capazes de tomar o caminho da solidariedade. “A pior coisa que podemos fazer para os ricos é aquela de ficarmos calados. O rico já é tão infeliz! Não aumentemos suas notáveis desgraças (a avareza, a ambição, a insensibilidade, a inquietação com a perda, ainda em vida de seus míseros milhões de terras, gados, euros, dólares ou reais, de cargos que lhes garantem o poder… e muito mais!), escondendo deles ou adocicando-lhes a mensagem que Jesus lhe endereçou. O rico já é um traído por sua riqueza. Não é justo que deva também sofrer a traição do silêncio dos cristãos”!

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