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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Artigos

A ABC completa 38 anos “Uma voz pela Cultura”

Caro leitor,
Fundada por vinte cidadãos barretenses ligados à literatura, às artes e às ciências, reunidos na Biblioteca Municipal ‘Afonso D’E. Taunay’, começou a trilhar o seu caminho a Academia Barretense de Cultura (ABC) naquele já bem distante 1º de maio de 1983, portanto há 38 anos. com uma trajetória marcada por atuações e obras que visam o revigoramento e a transformação social através do diálogo, do convívio, dos anseios e do entusiasmo nos afazeres culturais, tais como: palestras; representações teatrais; debates; pesquisas históricas; encontros literários; saraus; sessões de cinema; espetáculos musicais; lançamentos de livros, especialmente coletâneas, reunindo em suas páginas autores veteranos e iniciantes; sessões de autógrafos; exposições de artes individuais ou coletivas; concurso de contos; coletâneas de contos; homenagens e encontros filosóficos; tendo, em todos os seus eventos, as participações cordiais de seus membros em parceria com a sociedade, num congraçamento e enriquecimento cultural.
Muito poderia escrever sobre essa entidade, que desde o alvorecer fincou suas raízes em nossa cidade, ‘uma senhora quase quarentona e seus quarenta membros’, chamados de ‘imortais’, diletos confrades e confreiras, pessoas cultas e de sensibilidade à flor da pele, e que, são seus pilares de sustentação, atuantes, eficientes, especialistas, persistentes e inspiradores em suas áreas de ação, onde são vozes em prol da cultura e ao tão marginalizado processo cultural, cujos esforços são edificantes, no trabalho desinteressado em favor do saber e do fazer, que só o tempo poderá julgar.
Há precisamente oito anos recebi das mãos da professora Marley Machado e Cristino de Figueiredo, aliás minha professora de desenho no final da década de 1960, no Estadão, no curso ginasial, quando ainda menino, hoje minha confreira, a incumbência de, com um trabalho de fôlego, prosseguir na luta pelas causas culturais e levar aos quatro cantos da cidade a arte, a cultura e a ciência.
Entre os anos de 2013 e 2021 exerci humildemente a presidência da ABC, e que, urge fazer certas reflexões sobre o que se passou nessas quatro gestões consecutivas, convicto de minha enorme responsabilidade perante os membros e a comunidade, com o compromisso de ‘não deixar a peteca cair’, enfim, promover uma agitação cultural. Para tanto, formei uma equipe capaz e que, com discernimento superasse obstáculos, entre eles, a carência de recursos, muitas vezes, limitados às contribuições dos acadêmicos e proporcionasse na diversidade cultural, um processo de democratização da mesma; respeito às individualidades; resolver conflitos e encontrar soluções. Jamais esmoreci em momento algum nos propósitos; tive, também, a sorte de receber conselhos, ensinamentos e sugestões, que coloquei em prática e que me fizeram crescer intelectualmente.
A sociedade vive céleres dias, novas tecnologias são incorporadas ao dia a dia. É essencial que haja modernização, porém, não se pode perder o equilíbrio e a essência dos ideais traçados, tendo o ser humano como protagonista. O meu desejo é a união de forças em prol da cultura e que a ABC e seus membros propaguem por toda a comunidade os saberes inerentes a cada um.
Agradeço, com louvor, a gloriosa imprensa barretense, jornais, emissoras de rádio e TV, que sempre apoiaram a ABC na divulgação de seus eventos, pensamentos e toda a causa cultural desta ‘chãopetana terra’.
Ao passar o bastão, neste 1º de maio de 2021, em meio a esta pandemia da COVID -19, à acadêmica Aparecida Rosa Moro Carneiro, que concorre nesta data, em chapa única, ao cargo de presidente, a qual irá gerir a entidade, juntamente com sua diretoria, pelos próximos dois anos, desejo muita luz para conduzi-la com serenidade e que seja bem-sucedida nessa jornada cultural.

*José Antonio Merenda: Historiador e Presidente da ABC – Academia Barretense de Cultura

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