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quinta-feira, 05 de junho de 2014

Artigos

5 DE JUNHO – DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE

A criação desta data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais que envolviam todo o planeta. A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais. O objetivo principal foi a constatação da degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade. Ainda nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.
Quando tratamos do “Meio Ambiente” não estamos falando somente da flora e da fauna. Temos que incluir as pessoas, já que estabelecemos uma relação intrínseca e inseparável com a natureza. 
Historicamente, podemos afirmar que a relação do Brasil com o meio ambiente foi de expropriação, destruição, poluição, enfim, uma herança predatória, que reflete até nossos dias, seja pelas consequências negativas e irreversíveis, seja pela cultura baseada na percepção de que os recursos naturais são infindáveis. Após a citada conferência da ONU, tivemos muitos momentos importantes de preservação ambiental, tais como: a criação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (1974); Lei de Atividades Nucleares (1977); Lei de Área de Proteção Ambiental (1981); Lei de Exploração Mineral (1989); Criação do IBAMA (1989); Lei de Política Agrícola (1991); Lei de Recursos Hídricos (1997); Lei de Crimes Ambientais (1998); Código Ambiental Brasileiro (2012) entre outros documentos importantes.
Mas, para que tais leis de fato regularizem, punam e modifiquem a realidade, devemos entender que a questão ambiental passa, necessariamente, por um processo educativo. Entende-se por Educação Ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. A Educação Ambiental, prevista na Constituição Federal Brasileira de 1988, regulamentada pela LDB 9394/1996 e por diversos decretos e leis, fortalece o papel educativo que a discussão sobre o meio ambiente deve ter, uma vez que as novas gerações têm a oportunidade de questionar a tal herança predatória, implantando uma nova cultura calcada nos princípios do desenvolvimento sustentável, a saber: ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.
A Educação Ambiental também foi implantada como tema transversal pelo MEC em todos os cursos superiores (Resolução nº 2, 15 de Junho de 2012) e como temática a ser abordada pelas disciplinas, por meio de um processo educativo, com trabalhos científicos e projetos de responsabilidade socioambiental.
Assim, foi organizado nos dias 20 e 21 de Maio o II Simpósio de Educação Ambiental da Faculdade Barretos, cujo objetivo foi tratar da temática por meio de quatro dimensões: Educação, Direito, Gestão e Saúde. Participaram palestrantes especialistas nestas áreas que puderam discutir com os alunos assuntos referentes à suas linhas de pesquisa e/ou atuação profissional. Este simpósio e todas as ações educativas, de pesquisa e de extensão realizadas pela Faculdade Barretos é de suma importância para a formação acadêmica do aluno e sua atuação profissional e pessoal, já que ele está tendo oportunidade de compreender que a educação ambiental está diretamente ligada à sua vida e dela depende sua sobrevivência, de sua comunidade e do planeta.
O Dia Mundial do Meio Ambiente deve ser momento de reflexão sobre nossas ações presentes, já que elas trarão consequências futuras, para nós, mas principalmente para as novas gerações. Diferentemente das gerações anteriores, hoje, temos muito mais informações e consciência dos danos ambientais e de suas causas. Portanto, temos o dever de agir também de modo diferente. Não dá para pensar displicentemente em “colocar o lixo para fora”, pois, do ponto de vista do planeta, não existe FORA!!
 
Rodrigo Ruiz Sanches, sociólogo, doutor em Sociologia pela Unesp/Araraquara. Docente e Diretor de Extensão e Assuntos Comunitários da Faculdade Barretos.

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