terça-feira, 20 de outubro de 2020

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25 de Julho: Dia da Mulher Negra

Neste sábado, 25 de julho, o Brasil celebra o Dia Nacional da Mulher Negra. A data foi instituída pela Lei nº 12.987/2014, inspirada no Dia da Mulher Afro Latina Americana e Caribenha, criado, em julho de 1992, como um marco internacional da luta e resistência da mulher negra no mundo. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII.
A “Rainha Tereza”, como ficou conhecida, assumiu a liderança do Quilombo de Quariterê após a morte do seu companheiro, José Piolho. Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, sendo 79 negros e 30 índios.
O dia 25 de Julho não tem como objetivo festejar, mas principalmente de fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade para sua luta. Desde 2016, a Comissão de Combate à Discriminação Racial da OAB/Barretos, tem um papel importante na luta das mulheres negras, e fortalecendo a data presta homenagem às mulheres negras que são destaque na nossa cidade, mas com o avanço da COVID19 no nosso País, neste ano não realizaremos o evento.
Os debates e atividades em geral em torno das questões das mulheres negras na sociedade, com olhar específico para mulheres negras, que são vítimas de violência, encarceradas e domésticas, são ações necessárias para o resgate da autoestima e empoderamento no combate ao racismo e machismo.
A população negra corresponde há mais da metade dos brasileiros, 54%, segundo o IBGE, e portanto, ter empatia e entender o significado da data e da luta das mulheres negras é um passo importante na luta contra o racismo.
A união e o fortalecimento das pautas raciais, garantirá que no futuro próximo, as mulheres negras ocuparão cargos que nunca foram ocupados, e assim, vamos nos deparar com mais advogadas, jornalistas, escritoras, médicas, nutricionistas, entre outros cargos importantes para o desenvolvimento da nossa cidade, do nosso País e do mundo. Assim, espero! Assim creio! Viva a mulher negra! Viva Tereza de Benguela!.

Luciana Pena Peghim, é advogada, Coordenadora da Comissão de Combate à Discriminação Racial da OAB/Barretos.

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