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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Artigos

12 passos da sobriedade

Quando trabalhamos com dependência química devemos ter consciência de que se trata de uma doença, segundo a Organização Mundial da Saúde, social, psicológica, comportamental e biológica, logo, seu tratamento se dá em todas essas esferas. É uma doença incurável, progressiva, por isso seu tratamento é contínuo e permanente.
 
O tratamento deve ser multidisciplinar e há muitos estudos comprovando a eficácia dos grupos de auto ajuda. Nessa área, da dependência química, os grupos mais conhecidos são os que trabalham os 12 passos da sobriedade, a maioria fundamentado em alguma religião como fortalecimento da espiritualidade concomitante com a busca da sobriedade. É importante ressaltar também que não é apenas o dependente em si que adoece, mas também a família e as pessoas de convívio próximo, por isso esses também precisam de ajuda e os grupos são fundamentais nesses casos.
 
Os 12 passos da sobriedade teve sua origem através dos Alcoólicos Anônimos (AA) nos Estados Unidos com influência espiritual de uma Organização religiosa da Inglaterra (Oxford), que tinha como objetivo o renascimento espiritual da humanidade em sofrimento inclusive de alcoolistas. A fundação do AA juntamente com a experiência de Oxford e com o relato de pessoas sobre os primeiros passos de suas próprias recuperações resultou dos 12 passos.
 
Esse método de tratamento requer que o paciente seja honesto consigo mesmo, que tenha o desejo do tratamento e a busca da recuperação; é um auxílio para a caminhada em busca da sobriedade e todos os passos devem ser vividos diariamente para que seja possível a transformação pessoal através da conscientização bem como a mudança gradativa de hábitos.
 
A seguir são descritos os 12 passos em busca da sobriedade:
 
“1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas. 
2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. 
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. 
7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições. 
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
 
Gabriela Nunes Malosso
Psicóloga  – CRP 06/124683

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