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Precisamos buscar a cura das nossas carências afetivas
Todos nós precisamos ser amados e, consequentemente, amar. Buscamos ser acolhidos pelas pessoas, abraçados, beijados e elogiados; e isso faz bem para todos nós, pois nos cura e liberta de nossas carências. Quando isso não acontece, surge a chamada carência afetiva, o vazio de amor que permanece no coração humano, pelo fato de não ter recebido amor suficiente na gestação, na infância ou adolescência.
As carências afetivas manifestam-se de muitas maneiras no comportamento, como a busca de prazeres sensíveis: a maneira de lidar com as pessoas e os objetos, estar no centro das atenções, “inventar modas”, criar situações, revoltar-se, fazer críticas, “grevezinhas” e até na maneira como está comendo (compensação).
Tudo começa já no seio da família, quando uma pessoa não recebe bastante amor de seus pais e irmãos. Então, ela se torna egoísta, fechada em si mesma, vive descontente, critica seus pais e briga o tempo todo. Entra na fase escolar e tenta mendigar ou comprar o amor de professores e colegas, sempre quer ser o centro das atenções. Tudo isso acaba desembocando em um namoro no qual se busca o outro não para o amar, mas para ser amado. É no namoro que vai tentar suprir o amor que não recebeu dos pais, transferindo-o para o namorado. Assim, nascem os ciúmes, as brigas e cobranças. Lança-se ao outro manifestando os abraços, beijos, carícias, contatos físicos e até relação sexual. Tudo isso na tentativa de suprir a falta de amor.
Isso também acontece com as pessoas que estão à frente de grupos ou comunidades na Igreja. Elas vivem um egoísmo em rodinhas de amizades pessoais, tornam-se ciumentas e invejosas por causa de seus cargos. Não aceitam serem substituídas por ninguém e criticam os outros o tempo todo. Querem ser os melhores.
Padre Reinaldo Cazumbá
Membro da Canção Nova