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“Deixai de fora a esperança, ó vós que entrais!”
Dante, ao descrever o inferno em sua obra Divina Comédia, diz que o diabo colocou uma placa no alto da porta de entrada com os seguintes dizeres: “Deixai de fora a esperança, ó vós que entrais!”. Interessante definição de inferno tal como ausência de toda esperança. A partir dela, desejo chamar atenção para a importância da esperança em nossa vida. A esperança é um modo de já possuir o que se deseja, nos possibilita experimentar, de antemão, as realidades com as quais sonhamos e assim nos revigorar e renovar sempre mais as nossas forças, não nos permitindo desanimar. Sem a esperança vivenciamos um inferno na terra. Inferno é o mais profundo fracasso de onde não se pode vislumbrar mais nada além do abandono e da mais absoluta escuridão.
Toda vez que desanimamos frente às adversidades que a vida, muitas vezes, nos submete e sucumbimos à falta de esperança, é como se descêssemos aos mais profundos infernos existenciais e experimentássemos a dramática ausência de sentido que é causa de tantos males físicos, psíquicos e espirituais.
Esperar, portanto, confiante e destemidamente, torna-se condição essencial para a saúde do corpo e da alma e, para nós que temos fé, Deus é a razão de nossa esperança. Acreditamos que nossa vida não é mero ocaso, ao contrário, somos frutos de um plano de amor que nos transcende, nos eleva à dignidade de filhos com uma centelha de divindade que Deus nos transmitiu, não por merecimento, mas pelo imenso amor que tem por nós.
Não percamos nunca a esperança em Deus, em nós, em nossos sonhos; jamais permitamos que matem os nossos sonhos, por mais impossíveis que possam parecer; cultivemos a fé, pois ela é o alimento diário de toda e qualquer esperança e, toda vez que vencermos uma provação, testemunhemos com toda alegria e entusiasmo o quanto vale a pena acredita e não desanimar, afinal, é como nos ensina o papa Francisco: “Deus sempre confia suas maiores batalhas aos seus melhores soldados.”.
Fernando Felix Rabelo – Seminarista