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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

PEQUENOS BURGUESES E A PERIFERIA

Devemos almejar sempre mais além do que a realidade que vivemos. Submeter aos fatos, é sinônimo de parasitismo existencial, principalmente, se nos são contrários.
Os novos pobres estão despertando para isso como os ricos já o faz há tempos a sonhar. Os sonhos são instrumentos de conquistas acima da monotonia cotidiana.
Percebemos que na periferia num dia de rotina, ás dez e meia da manhã, duas mulheres dona de casa conversam no passeio, enquanto na cozinha tem cheiro de alho queimado.
Passa num carro do ano, o corretor de imóveis, que veio estudar a viabilidade econômica do bairro, para ganhar dinheiro e garantir empreendimento consistente.
A noite, na casa de uma das mães, o adolescente filho da mesma não desgruda do rádio de pilha.
Uma família normal traçando metas para o futuro. Enquanto a mãe sonha trabalhar no Jaqueti de SILVIO SANTOS, para aumentar o orçamento. Os sonhos lhe trás inquietações. Essas inquietações lhe trás ações. E neste circulo virtuoso, esta família começa a sair da pobreza estática.
Com o dinamismo e novos sonhos. vêm às realizações anormais além-rotina, para uma família padrão.
Os sonhos são pavimentações, para colocar nossa locomoção em alta velocidade.
Os sonhos, convictos suportam quaisquer grandezas de adversidades e transpõem, com tranquilidade, os maiores dos obstáculos.
Cabe aos pequenos burgueses, sem capital, a enfrentar esta nova realidade com novos sonhos.
A realidade nunca deve ser perene, mas antes vulnerável as fantasias que aglutinam no seu núcleo devorando com voracidade.
Os sonhos aumentam o ritmo de nossos passos agredindo, a rotina e enriquecendo nossos dias, com o dinamismo de uma periferia robustecida de atitudes certeiras.
Locomovem seus sonhos convictos que, abismo nenhum, segurará seus passos rumo à realidade vencida.

JUAREZ ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR

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