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A noite mais luminosa que a humanidade já viu
O povo que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam na sombra da morte, uma luz resplandeceu. (Is 9,1). Brilhou na noite santa a claridade da verdadeira luz que atravessou os séculos e ainda ilumina nossos dias com a mesma intensidade.
Dois mil anos mais tarde, quiseram os desígnios de Deus que também nós fizéssemos a experiência de sermos tocados pelos raios dessa divina luz. É o mistério do Natal do Senhor, da encarnação do Filho de Deus que, invisível na sua divindade torna-se visível em nossa humanidade. Por ele realiza-se o maravilhoso encontro capaz de devolver à fraqueza da nossa natureza humana incomparável dignidade.
Com o coração invadido pela luz do verbo encarnado somos chamados a manifestar em ações o que brilha em nossa fé e, imbuídos de jubilosa esperança, celebrar com grande fervor os mistérios do início de nossa salvação. Deus se faz verdadeiramente um de nós, de forma que não estamos mais sozinhos, Deus está conosco.
A criança, cujo nascimento festejamos com tamanho júbilo, é um sinal de amor para o mundo e, nascido no tempo, nos faz nascer para a eternidade. Quanta beleza, quanta alegria, quanta esperança! Num mundo marcado pelas trevas do pecado, do ódio, da corrupção e da violência, eis que na singela manifestação de uma frágil criança na manjedoura, vemos revigorada nossa confiança e a certeza de que um mundo melhor é possível. Sejamos, portanto, iluminados e iluminadores, irradiemos a luz de Cristo, onde quer que estejamos e façamos deste Natal o início de um novo tempo e uma nova história.
Fernando Felix Rabelo
Seminarista