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Quanto mais eu me aceito, menos necessito da aprovação dos outros
“Quem sou eu? Eu sou o que Deus pensa de mim.” Com essas palavras, Santa Teresinha do Menino Jesus nos ensina uma das maiores lições de autoaceitação, pois nos transporta para a mais essencial definição de quem somos: eu sou o que Deus pensa de mim. Compreender isso nos liberta do peso de viver para corresponder às expectativas das pessoas, da busca excessiva pela aprovação dos outros como condição de realização pessoal. Trata-se de um caminho de autoconhecimento, de um mergulho profundo no mais íntimo de nosso ser para, aí, nos encontrarmos como realmente somos, despojados dos estereótipos e das estruturas de segurança atrás das quais muitas vezes nos escondemos para evitar o confronto com as nossas realidades mais sombrias.
É necessário e saudável nos encontrarmos conosco mesmos, mas um encontro sincero, olho no olho, face a face, para assim, num diálogo autêntico e maduro, iniciar um caminho de autoapropriação e reconciliação com o nosso ser mais essencial, com nossa história, com nossas virtudes e debilidades e, assim descobrir a razão de nosso viver. Só assim seremos capazes de alcançar a paz de espírito, a serenidade, a autoconfiança, a segurança de ser e se fazer, não de acordo com o que nos cobram, mas em correspondência com o sonho de Deus para nós, com aquilo que somos chamados a ser enquanto pessoa.
Feito esse caminho, suportaremos com mais tranquilidade as adversidades, aceitaremos os fracassos e insucessos não como derrotas, mas como variáveis da vida, nos abriremos ao inédito, nos tornaremos mais resilientes porque seremos livres para nos tornar aquilo que sonhamos sem o pesado fardo das exigências externas. A vida será puro dom vivido na liberdade de corresponder apenas com o mais belo sonho de Deus revelado no mais profundo do coração humano e que nada mais é do que ser imagem e semelhança dEle.
Fernando Felix Rabelo
Seminarista