Artigos
Para quem crê: a morte não é o fim
A visita aos cemitérios junto aos túmulos dos entes queridos é expressão de comunhão, feita de dor e saudade. Mas pela fé que ilumina os que creem em Jesus Cristo permanecer a certeza, como canta a liturgia, de que a vida não é tirada, mas transformada.
Ao ir ao cemitério refletimos sobre a morte que pertence à nossa condição humana. Por outro lado, a correria cotidiana, a superficialidade, a banalização da vida e o progresso da medicina, entre outros fatores, contribuem para que não se pense na morte e se viva na ilusão da imortalidade. A liturgia da Igreja fala a linguagem da realidade e da esperança. Convida a pensar na morte, porém não como perda, mas como passagem que gera dor e não desespero.
O discípulo de Jesus caminha da fé para esperança, que é a salvação definitiva. Apesar de não termos superado ainda todas as alienações das quais a morte é a última expressão, caminhamos sob o impulso do amor desinteressado de Deus com o compromisso de sermos gratos e gratuitos em nossa vida. Vivamos, portanto com a nossa fé este dia que com certeza enriquece a nossa espiritualidade, o nosso relacionamento com a vida e com os demais irmãos e irmãs da caminhada do dia a dia.
Dom Armando Bucciol
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB