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IDENTIDADE CULTURAL, REFLEXÕES PARA NOSSO TEMPO
Identidade cultural pode ser definida como a forma de enxergar o mundo, de se relacionar em sociedade com as particularidades da matriz cultural que se identifica; dessa forma, uma cultura especifica define o conjunto de crenças, práticas, vivência em sociedade, ideologia e símbolos de uma pessoa.
Tratar de cultura é tratar de um assunto imensamente diversificado, amplo, e que abriga uma imensa complexidade; ao passo que, tratar de culturas específicas é dialogar com temas delicados.
Uma cultura determinada é aquilo que traz identidade, que forma e abriga em alguém toda uma visão de mundo, que faz com que o indivíduo se sinta pertencido; o sentimento de pertencimento é aquela noção de fazer parte, de pertencer, de ser e pensar algo, uma identificação, uma identidade, uma cultura específica é capaz de trazer a ideia de pertencimento a um indivíduo ou a um coletivo.
A cultura define nações; a cultura, ainda que seja resultado de uma diversidade de fatores, uma construção histórica, traz consigo o pensamento político, a religiosidade, os costumes, o código ético, estético, a forma de falar, agir e pensar dos grupos, de modo que, podendo ser fruto disso tudo, todas estas características são frutos de uma cultura.
A cultura não somente define as ações de um grupo, mas também se divide, forma outros grupos que se diferenciam, se modifica, acompanham os avanços e transformações da sociedade no tempo e no espaço, as relações materiais; o sertanejo de raiz, dos tempos dos avós, do radinho de pilha e antena, do locutor com a voz grave e pausada, não é o mesmo sertanejo do século XXI, do MP3, dos downloads, da cultura de mercado, massiva.
São exatamente as relações materiais que se alteraram com o tempo, que criam, transformam e modificam a forma de pensar e agir de uma sociedade; em um mundo em que se ouve cada dia mais falar de globalização, em um mundo capitalista, em que a ótica primordial é as relações de compra e venda os interesses em consumo, o popular já não seja a boa e velha bossa nova, ou os antigos jogos de domingo da várzea; pois assim como o ser humano é modificável a cultura também é volátil.
Leonardo Ferrari Silva, acadêmico do curso em licenciatura em História da Faculdade Barretos