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Classificação dos usuários de drogas
Antes de atendermos uma pessoa com problemas relacionados a álcool ou drogas, seja individualmente ou em grupo, precisamos conhecer o histórico de uso dessa pessoa, pois, o usuário de drogas (incluindo álcool e tabaco) é classificado de acordo com a frequência com que faz uso da substância-problema.
O usuário experimentador é o indivíduo que faz uso da substância uma única vez, geralmente movido pela curiosidade e nunca mais a usa.
O usuário ocasional é caracterizado por aquela pessoa que utiliza a droga em situações específicas (geralmente em festas) sem que haja ruptura social, afetiva e profissional, ou seja, mantem sua vida em funcionamento, sem que haja prejuízos.
Já o usuário habitual é a pessoa que faz uso da droga com mais frequência, mas ainda possui controle através da manutenção da sua vida profissional, afetiva e social, não havendo interferência nessas áreas. Casos assim são comuns de uso aos finais de semana.
E o usuário dependente é o que não tem controle sobre a droga, o uso passa ser recorrente, frequente e em exagero acarretando consequências no convívio social, nos relacionamentos afetivos e no âmbito profissional.
Precisamos estar atentos nas primeiras entrevistas com o paciente e seus familiares, quando for o caso, pois cada usuário precisa de um tratamento diferente de acordo com essa classificação. Na maioria dos casos, o usuário ocasional e o habitual tem perfil para tratamento ambulatorial e em grupos de auto ajuda, como dos 12 passos da sobriedade por exemplo. Já o usuário dependente requer um tratamento mais específico, com atendimento multidisciplinar e até mesmo fora do convívio social como em Comunidades Terapêuticas, clínicas de recuperação.
Independente do usuário, o sucesso do tratamento depende da motivação e disposição do paciente para a mudança e do profissionalismo do psicólogo para ajudá-lo nesse momento e quanto antes a busca de ajuda, maior é a probabilidade de alcançar a sobriedade.
Outro ponto importante é que não há como regra uma transição nessa classificação até chegar à dependência, ou seja, um usuário ocasional não será um dependente no futuro com certeza. Pode ser que com passar do tempo ele vai aumentando a frequência e até mesmo fazendo uso de outras substâncias, mas também pode ser que mantenha seu uso como ocasional.
O que não podemos é rotulá-los como julgamento. A nomenclatura é dada como um direcionamento para cumprirmos nosso papel através do conhecimento.