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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Artigos

A Luta contra a Homofobia é de todos !

O substantivo feminino diversidade, refere-se à qualidade daquilo que é diverso, diferente, variado e partindo do seu conceito é que se deve observância aquilo que é feito na atualidade.
É inadmissível que o País com imensa diversidade cultural, ainda seja tão antiquado e preconceituoso quando o assunto é a homossexualidade, ficando evidentea maneira como crianças e jovens são educados desde novos,muitas vezes criando aversão aos homossexuais e a tudo aquilo que seja diferente do “comum”. Desde pequenos somos submetidos as mais variadas formas de preconceito que implicaram nesta sociedade intolerante que vivemos hoje.
Deve-se maior observância a causa e não as consequências. Como estudante do curso de Direito, confio que a pesquisa jurídica sirva para adaptar as leis à sociedade, conforme a sociedade desenvolve, as leis devem seguir no mesmo caminho, mas de que adianta focar nas consequênciasaplicando leis severas e promovendo grandes reuniões para discutir a melhor maneira de punir os preconceituosos se não temos o mesmo esforço para investigar as causas? Assim que o Brasil caminha, “procurando os remédios para curar a doença e não a vacina para prevenir a doença”, isso acontece com o sistema carcerário e agora fica ainda mais evidente em relação à homofobia.
De acordo com o pesquisa publicada no portal G1, a cada 28 horas um homossexual morre de forma violenta no Brasil. A mesma reportagem revela que em 2015 o Disque 100 recebeu quase duas mil denúncias de agressões contra gays, sendo que no inicio de 2016 132 homossexuais foram mortos no País. Esses dados são de junho de 2016 emostram o quanto a sociedade precisa evoluir em relação à diversidade de gênero,pois todos os dias várias pessoas sofrem abusos e agressões por causa da sua orientação sexual, deixando marcas extremamente profunda em cada uma delas, então, chegou o momento de parar de culpar os outros e começar a perceber em cada um de nossos gestos, a maneira como tratamos essa diversidade, comentários como “e ai veado?”, “fala gay”, “parece uma bixa” entre outras expressões pejorativas devem ser abolidas do vocabulário do nosso dia-a-dia, portanto naturalizadas e normalizadas.
No entanto, o momento em que se vive no Brasil é de grandes mudanças, protestos e a busca pelos direitos de todos. Então chegou a hora de lutar pelos direitos daqueles que por muitas vezes ficam à margem da sociedade. Não peço apenas para que todos aqueles que estão sendo agredidos moralmente e fisicamente saiam às ruas, mas, sim, a todos aqueles que, assim como eu, sentem aversão não a quem tem uma orientação sexual diferente da minha e, sim, aqueles que são preconceituosos e não conhecem um mínimo da dignidade humana e moral para julgar a vida do outro. Essa causa não é apenas daqueles que são atingidos diretamente por essa forma ofensiva e preconceituosa de aversão à diversidade e sim de todos aqueles que lutam pela dignidade da pessoa humana e luta principalmente nas causas das minorias. 
“Se ages contra a justiça e eu te deixo agir, então a injustiça é minha”. (Mahatma Gandhi)
Leonardo da Costa Silva, acadêmico do Curso de Direito da Faculdade Barretos.
 
Cassiane de Melo Fernandes, advogada, mediadora/conciliadora, professora do Curso de Direito da Faculdade Barretos.

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