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DIA DO TRABALHO
Bom Dia Barretos. Chegamos a mais um dia primeiro de maio, dia em que comemoramos o dia do trabalho, bem como, e principalmente, dia do trabalhador, seja ele empregado ou patrão. Pena que as comemorações desse ano estejam sendo maculadas por manifestações onde o tom predominante é o do enfrentamento e das agressões.
O diálogo foi substituído pelas pressões e ameaças, enquanto os acordos deram lugar às chantagens. Um clima de terror passou a imperar, estimulando agressões às pessoas, prédios públicos e estabelecimentos particulares.
Fomentou-se o ódio entre as classes, como se não formássemos um único corpo. Não existe emprego sem empregador, e muito menos operário sem patrão. O bom relacionamento entre ambos leva ao bem estar social e ao ganho para todos. É o que impera em todo o mundo dito desenvolvido. A quem então interessa esse clima de discórdia e de subversão da ordem que vem sendo fomentado? Quem está por trás insuflando a discórdia e planando o terreno para uma convulsão social? O trabalhador? Claro que não. O patrão? Muito menos. Estranho, muito estranho que o clima de guerra se acentuou depois que se aventou o fim do imposto sindical e o início dos processos contra os envolvidos na Lava-Jato.
Será que é para chantagear o governo exigindo a manutenção do imposto sindical ou para desviar a atenção sobre as condutas criminosas de alguns agentes políticos? Ou interessa aos dois grupos? Será que é isso que o Brasil espera de seus homens públicos e os trabalhadores de seus sindicatos?
Chegamos ao primeiro de maio com um forte aperto no peito e com a neblina da insegurança borrando a visão do amanhã. Por que só agora, quando a inflação é domada, quando surge no horizonte do país sinais de retomada do desenvolvimento econômico, quando o Brasil começa a recobrar credibilidade internacional, quando os raios de uma nova aurora começam a iluminar os nossos caminhos, pipocam essas manifestações que não são sustentadas por verdadeiras reivindicações trabalhistas, portanto sem o apelo de greve?
Onde estavam os condutores dessas manifestações quando o erário público foi saqueado, o Rio de Janeiro levado à insolvência, a Petrobras, verdadeiro patrimônio nacional, assaltada por quadrilhas de gangster e os fundos de pensão roubados vergonhosamente por sindicalistas que assumiram seus comandos?
Por que não se manifestaram quando os desmandos eram perpetrados, para só se insurgirem agora quando medidas saneadoras estão sendo colocadas em prática?
Tudo muito estranho. O que vi, nessas manifestações, foram pessoas mascaradas com o intuito de promoverem baderna e com medo de esporem seus rostos e suas verdadeiras intenções. Não é disso que o país precisa, precisa sim de demonstração de amor à pátria, de somatória de esforços para finalmente sairmos dessa situação vexatória, de punição aos corruptos e corruptores para servir de exemplo para os desavisados. Precisa de ordem, de paz, de segurança para que a tênue recuperação de agora possa se transformar numa segura e persistente retomada de nosso desenvolvimento. Só nós, com os nossos votos, poderemos mudar essa situação.
Enquanto vendermos nossos votos por uma cesta básica, uma caixa de cerveja ou uma promessa de emprego, os eleitos nos venderão ao governo em troca de emendas, cargos e favores. Aqui compram, lá vendem. Acorda Brasil!
BOM DIA BARRETOS