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terça-feira, 25 de abril de 2017

Artigos

Frutos do amor

Todos somos frutos do amor. Antes da existência de qualquer criatura, houve o amor de Deus que fez tudo o que existe com amor. Houve, ainda, o amor de nossos pais, que deram algo de si, não só um pelo outro, como também por aquele filho que poderia vir.
O homem é concebido, e nasce já amando, mesmo antes de se poder calcular o que será nesse mundo.
Acolhido de graça por uma mulher que apenas sabe que vai ser mãe, o homem recebe o dom infinito da vida. O amor do pai exigirá dele que se esforce, para se formar e crescer, conforme a sua orientação e exemplo.
Os pais são a primeira manifestação de Deus na vida de alguém. Depois vem um outro amor, quando o homem e a mulher se interessam um pelo outro, e pelo matrimônio se unem, numa nova manifestação do amor de Deus.
Jesus veio nos ensinar mais um novo amor: o anúncio de que todos somos e seremos irmãos para sempre, porque todos somos filhos de Deus. E disse mais o Mestre: “Amem seus inimigos e rezem por aqueles eu perseguem vocês! Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está nos céus!” (Mt 5, 43-44)
Esses sucessivos amores, que nos fazem crescer do nada ao infinito, são presença concreta, em cada um de nós, daquele amor único que é Deus.
Será que corresponder a tanto amor, realizando-nos como pessoas, é ter de cumprir uma mandamento desagradável?
Não o é! Pode ser difícil, mas é agradável e possível! 
E só vivendo esses amores plantados dentro de nós – amando aos pais, aos cônjuges, ao próximo – que estaremos retribuindo, dentro da nossa pequenez, ao amor infinito que Deus Pai tem por nós.
Se somos frutos do amor, somos a expressão do amor, então temos capacidade para viver só em função do amor!

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