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PESSOAS POBRES DE ALMAS NOBRES
Vivemos em um tempo em que se atribui demasiado valor aos bens materiais, às honras e ao poder e vemos muitas pessoas empenhando grandes esforços na busca pela melhor casa, o melhor carro, a melhor escola para os filhos, o melhor emprego, as melhores viagens na ilusão de que estas conquistas farão delas pessoas melhores, mais importantes e inesquecíveis.
Acontece que quando condicionamos o valor de um ser humano apenas ao que ele possui, reduzimos a grandeza do seu ser “imagem de Deus” aos limites e contingências de um objeto e determinamos sua validade. Não há parede, edifício ou coluna forte o suficiente para perpetuar um nome senão um coração humano, e para escrevermos nosso nome no coração de uma pessoa não precisamos de riquezas, prestígios ou poder, apenas humildade, mansidão e muito amor. Cultivando estas virtudes, seremos nobres mesmo sendo pobres, pois a nobreza é muito mais uma questão de caráter que de posses.
Muito se tem falado da crise financeira que estamos enfrentando, deste período de recessão pelo qual atravessa nosso país, e é verdade. No entanto, engana-se quem pensa que nossos problemas acabarão quando superarmos essa fase e normalizarmos as finanças; a crise mais grave que enfrentamos, e que é raiz de quase todos os males de nosso tempo, é a crise ética, a crise de transparência, crise de honestidade e esta, estamos longe de superar.
Empenhemos nossos esforços para sermos pessoas grandes de espírito, ricas de generosidade e poderosas no servir; reverenciemos aquelas almas nobres que na sua humildade nos ensina grandes lições e jamais desacreditemos de que nenhuma dificuldade, por maior que pareça, é capaz de resistir a força de um coração que ama.
Fernando Felix Rabelo
Seminarista