Artigos
EDUCAÇÃO E CRESCIMENTO
Bom Dia Barretos. Muito se fala do crescimento dos tigres asiáticos. Admira-se o salto industrial da Coreia, do Japão, além de outros países, que de uma hora para outra se tornaram grandes potências industriais.
Pergunta-se por que o Brasil continua engatinhando, enquanto esses países saltaram de patamar, gerando riquezas empregos e bem estar social ao seu povo. Onde está o pulo do gato? Qual foi o milagre? Simples, meus irmãos, a resposta é investimento na educação.
Enquanto tais países investiram pesadamente no ensino, aqui nos deparamos com o desvio criminoso das verbas para fins escusos. Ou não é isso que estamos assistindo com os desmandos escancarados que vieram à tona com a máfia da merenda, com as compras superfaturadas de material escolar e inchaço das esferas administrativas com pessoal desqualificado, apenas para atender compromissos eleitorais?
Enquanto isso falta material nas escolas, falta até o básico como café, sabão e papel higiênico. Pior ainda, falta apoio, incentivo, e oportunidade de crescimento profissional ao mestre, que tem que conviver com agressões por parte de alunos e muitas vezes até de seus responsáveis.
Quantas vezes, ao saírem da escola, mestres deparam com seus veículos riscados e pneus esvaziados. Que pena vermos nossas crianças serem usadas por traficantes e treinadas para o crime organizado. Proibiram-nas de trabalhar e aprender uma profissão, mas não de serem utilizadas pelo tráfico quando não, já incorporadas em suas quadrilhas.
Será que as proibiram de frequentarem a guarda mirim para que ficasse nas ruas a mercê do crime. Nossos mestres desmotivados, sem qualquer incentivo pedagógico ou salarial, estarrecidos veem o ensino desmoronar, enquanto acompanham o desvio criminoso das verbas educacionais, sem nada poderem fazer, como que nocauteados, enquanto clamam por um milagre que nunca chega. Como criar cientistas, pensadores, empresários e industriais a impulsionarem nosso desenvolvimento, se falta uma base educacional consolidada? O que adianta aumentar as verbas carimbadas para a educação, se sua destinação for desvirtuada?
Quando prefeito, investimos na recuperação das escolas rurais, para manter nossas crianças em seu meio ambiente, e pagávamos 30% de incentivo para os professores da zona rural. Pensamos no bem estar delas. Infelizmente, fecharam as escolas rurais alegando medida de economia.
Será verdade? Criamos incentivos para que os professores pudessem crescer profissionalmente e com eles nossos filhos. Agora, tomo conhecimento de que até o incentivo para quem está na ativa está sendo diminuído.
Será que depois de privatizarem, quase que integralmente a saúde, buscam caminhos para fazer o mesmo com a educação? Quando prefeito, busquei profissionais capacitados, educadores natos para comandarem a educação de nossos filhos.
Construímos um prédio próprio para a secretaria municipal de Educação com anfiteatro dotado de climatização e multimídia para cursos de capacitação profissional. Simplesmente a abandonaram.
Nossas creches eram dotadas de profissionais que cuidavam do desenvolvimento motor e psicológico das crianças a nós confiadas, pensando em formar uma geração de pensadores para Barretos.
Um país só cresce, desenvolve e gera riqueza para seus filhos, se investir maciçamente na educação, bem como, no prazer de ensinar de seus educadores, mola mestra para se atingir o objetivo. Tenho certeza de que, um dia, Deus permitirá chegarmos lá.
Lembrei-me então daquela história dos dois pilotos cegos. Diz a história: Os passageiros na sala de embarque do aeroporto esperavam a saída do voo, quando chega o copiloto impecavelmente fardado, com óculos escuros e uma bengala branca, que o auxiliava para caminhar.
A aeromoça esclarece que, apesar de ser cego, é o melhor copiloto da empresa. Pouco depois, chega o piloto, com a farda impecável, óculos escuros e também com uma bengala branca, auxiliado por uma aeromoça, que afirma que o piloto também é cego, mas é o melhor piloto da empresa.
Todos ficam desconfiadíssimos, mas mesmo assim embarcam. O avião taxia e ao chegar à cabeceira da pista, acelera e começa a corrida para a decolagem. O avião cada vez mais aumenta mais a velocidade, e a pista vai passando, com os passageiros aterrorizados. O avião continua em alta velocidade, mas nada de decolar. O fim da pista se aproxima e os passageiros, já histéricos, começam a gritar em pânico. Nesse momento, milagrosamente, o avião decola e o piloto diz ao copiloto: – No dia que os passageiros não gritarem, estamos perdidos!!! Bem, por isso creio que chegou a hora de gritarmos.
BOM DIA BARRETOS.