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terça-feira, 07 de março de 2017

Artigos

A ESPIRITUALIDADE

Este tema é muito pouco explorado por nós. Talvez seja pela falta de informação, ou então, porque o seu significado não é realmente interessante. Mas é preciso tocar sempre nessa tecla, justamente pelo fato de ser realmente importante e necessário para todos. 
Utilizamos este termo para definir as nossas relações para com Deus. Por acaso, você já ouviu alguém dizer “experiência de Deus”, “intimidade com Deus”, e muitas outras formas que fazem menção à relação homem e Deus? Pois bem, tais relações são indispensáveis para o ser humano, que a partir delas olha para dentro de si, e consegue perceber que faz parte de um arranjo anterior a si próprio num universo em que alguém ou alguma coisa deu origem a tudo o que conhecemos e vemos. 
Portanto, o Construtor de tudo deve ser perfeito e mais forte que qualquer homem ou mulher considerados fortes. Estar na presença de Deus requer ascese, ou seja, esforço para aproximar-se do Bem absoluto. A forma para isso é simples e ao mesmo tempo complexa, pois requer disciplina e força de vontade para conseguir desligar-se por um tempo mínimo que seja para entrar em comunhão com Deus. 
Para nós cristãos, sobretudo os católicos, o caminho da ascese (espiritualidade) se traduz no exercício das bem-aventuranças, na observância dos mandamentos de Deus e da Igreja, na Lectio Divina, na reza do rosário, no estudo bíblico, no cuidado com a saúde e também para com as dos outros irmãos e irmãs, na dedicação da oração pessoal e comunitária, na prática do jejum e da abstinência, na força e no ânimo para ser uma pessoa de bem. 
Tudo isso requer esforço e condicionamento para não parar e saber que esses movimentos mantém o corpo e a mente saudável. Portanto, a prática da espiritualidade cristã não se traduz em feitos mágicos ou comportamento estritamente monástico, mas sim, no jeito de viver em comunhão com Deus, com os homem, com o ambiente e principalmente, na sobriedade para consigo mesmo. 
Seminarista Carlos Araki

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