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A FECUNDIDADE
Grande parte dos seres vivos que conhecemos dependem do fator fecundidade para gerar a vida, e assim, garantir a descendência de sua linhagem e a sobrevivência de sua espécie. Para nós, não é diferente; tanto que para Abraão, Deus assegurou numerosa descendência.
Mas, mesmo entre as mulheres listadas nas Sagradas Letras como estéreis, obtiveram do Senhor a possiblidade de gerar a vida mesmo em circunstâncias consideradas mortais, segundo o conhecimento científico acumulado até os dias atuais. Sara, esposa de Abraão, Raquel, Ana, a futura mãe do profeta Samuel entre outros exemplos foram mulheres que engravidaram em condições consideradas impossíveis. No entanto, sob a Providência do Senhor, deram à luz filhos saudáveis e vigorosos, que mais tarde demonstraram sua importância na história da Salvação.
A vós que viveis na angústia, provocada pela demora na fecundação, não desanimem, mas recomendem-se a Deus, pedindo com fé o dom para gerar a vida, ou seja, o dom da fecundidade. Que esta seja frutificada na união consciente de que o respeito ao próximo agrada a Deus, assim como a mansidão, o amor mútuo e a doação de si, com vistas ao equilíbrio do casal.
Um exemplo bíblico desta consciência de acolhimento aos desígnios de Deus é a oração de Tobias ao esposar Sara: “[…] Bendito sejas tu, Deus de nossos pais, e bendito seja teu Nome por todos os séculos dos séculos! Bendigam-te os céus e tua criação inteira em todos os séculos! Tu criaste Adão e para ele criaste Eva, sua mulher, para ser seu sustentáculo e amparo, e para que de ambos derivasse a raça humana. Tu mesmo disseste: Não é bom que o homem fique só; façamos-lhe uma auxiliar semelhante a ele. E agora, não é por desejo impuro que tomo esta minha irmã, mas com reta intenção. Digna-te ter piedade de mim e dela e conduzir-nos juntos a uma idade avançada!” E disseram em coro: “Amém, amém!” (Tb 8, 5-8).
Seminarista Carlos Araki