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Odores, lembranças e escolhas
Nem todo mundo percebe, mas temos uma relação de saudade, amor e ódio com determinados cheiros. Dessa forma, a percepção de mundo para algumas pessoas pode se tornar mais limitada devido aos cheiros que são deixados de lado. O complexo sistema olfativo ainda esconde um certo mistério para a ciência.
As reações do corpo quanto aos cheiros é puro instinto. Podemos nos apaixonar ou detestar o perfume de alguém. Odores de infância são reais e carregam histórias. Pesquisa divulgada em 2008, revelou os mecanismos que regem a nossa relação com os cheiros e como eles podem influenciar a memória, as emoções, o paladar e o comportamento dos seres humanos e de animais. Uma sensação de saudade ao sentir um cheiro pode ser explicada pela ligação entre o olfato e o hipocampo (parte do cérebro relacionada a memória).
Essas informações fizeram parte de um estudo comandado por Bettina Malnic, pesquisadora pioneira sobre o olfato no Brasil, e que pode ser conferido no livro “O cheiro das coisas”, lançado pela editora Vieira&Lent.
Pelo menos cinco milhões de células estão presentes no nosso nariz. Parte delas são os neurônios olfativos que captam as moléculas odoríferas e através dos axônios (prolongamentos das células nervosas) enviam as informações para o bulbo olfativo que por usa vez transmite os sinais para diversas regiões cerebrais.