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Não estou não quer dizer que não existo
Numa propaganda antiga de uma empresa de telefonia aparecem os dizeres: “não estou não quer dizer que não existo.” De fato, ausência jamais será sinônimo de inexistência.
Mas a ausência manifesta um fenômeno que é anestesiante: o esquecimento. Para aquilo que é ruim, esquecer até que alivia, mas não soluciona problemas. Para o que é bom, esquecer é como que um esvaziar-se de algo que lhe preenche, lhe é necessário.
Que bom seria se no vazio recordássemos daqueles que nos fizeram ser de algum modo, mesmo que estes já não “estejam” conosco. Agindo assim, os que não estão, estariam de alguma maneira, ao menos em nossa consciência ou na manifestação dos nossos sentimentos.
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma