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Intolerância ao glúten pode ser mais comum do que se imagina
O aumento no consumo de pães, massas, lanches e comidas prontas tem sido considerado por nutricionistas o gatilho para o desenvolvimento de uma reação orgânica classificada como “alergia alimentar tardia”, também conhecida como intolerância, sensibilidade ou alergia escondida. Essa sensibilidade é ao glúten, proteína encontrada no trigo, cevada e centeio. A intolerância a essa substância pode levar a casos agudos de dores estomacais, diarreia ou prisão de ventre, anemia, alterações na pele, doenças autoimunes, sensação de inchaço, aumento da gordura abdominal ou emagrecimento, entre outros.
Ainda não há remédios ou outros tratamentos para quem desenvolve essa sensibilidade, sendo a reeducação alimentar e a retirada de produtos que contêm glútea a única forma de se livrar dos sintomas.
Em 2007, o European Journal of Gastroenterology & Hepatology publicou uma pesquisa, onde se observou um grupo de 3.000 doadores de sangue. O resultado mostrou que, em cada 214 pessoas, ao menos uma era portadora da doença celíaca. Os dados mostram que a prevalência da patologia é alta na população brasileira.
Uma grande preocupação no sentido de combate aos sintomas é a detecção da doença, pois muitas pessoas não sabem que são alérgicas ao glúten. Estudos realizadas nos EUA indicam que, para cada pessoa diagnosticada, há outras 30 que provavelmente sofrem de doença celíaca e não sabem.
O maior problema do diagnóstico tardio não é o incômodo causado pelos sintomas, que muitas vezes são desprezados. O risco é que essa constante resposta imunológica pode desencadear doenças autoimunes, terceira causa de mortalidade e deficiência no mundo industrializado.
Procure seu médico, adote hábitos saudáveis!