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Íntimo & Pessoal
Você já parou para refletir o significado da palavra intimidade em sua vida? Ela é tão importante quanto a sua existência. É o lugar onde encontram os seus sonhos, seus desejos, seus costumes… Enfim, sua autenticidade.
A intimidade revela aquele que você realmente é ou gostaria de ser. É pessoal. Isto é, que não se manifesta para qualquer um. Só aos íntimos. Um exemplo: chegar a casa e tirar a camisa e os sapatos e deitar no sofá, comer em frente à televisão, brigar com os entes da família… São gestos que com maior dificuldade se fariam se fossem realizados publicamente. É por isso que intimidade pode significar “não” para qualquer um e um “sim” aos íntimos.
Do mesmo modo deve ser entendida a sexualidade. Ela é íntima e pessoal. Desde o ato de despir-se. Creio que você, em sã consciência, não sairia pelado pelas ruas de sua cidade. Despir-se em frente a alguém requer certa intimidade. E a pessoa, para se torna íntima, requer duas condições: tempo e conhecimento.
Quando se atropela estas condições, faz-se experiências amargas da sexualidade. Quer alguns exemplos? Lá vai. Quantas mulheres sentem-se prostitutas nos seus relacionamentos devido à falta do conhecimento de suas limitações por parte do companheiro? Quantas outras pessoas sentem-se “objeto” de prazer no ato sexual, só porque o outro preocupa em satisfazer-se egoisticamente? Quanta gravidez indesejada devido à falta de intimidade?
Então, intimidade requer conhecer o outro não apenas por “fora”, mas por “dentro”. E este processo não acontece da noite para o dia. Leva tempo. É por isso que a palavra “namoro” tem seu valor. É o valor da intimidade conhecida e amadurecida. Quando se chega neste ponto, aí então a palavra namoro se transforma em “casamento”: dois corpos que se unem para formar um único corpo, isto é, intimidade.
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma