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domingo, 22 de janeiro de 2017

Artigos

A VIDA E SUAS FÁBULAS

Bom Dia Barretos. Vocês já perceberam como as estórias contadas em fábulas, se assemelham, em muito, com as histórias vividas no dia a dia? Talvez por isso gosto de mesclar meus artigos ou minhas crônicas com trechos de fábulas. Além de torná-los menos áridos para a leitura, também facilita seu entendimento. 
Peço por isso permissão para hoje começar relatando a fábula “O tolo e o sábio”. Diz a fábula que “O sábio Saadi de Xiras, caminhava por uma rua com o seu discípulo, quando viu um homem tentando fazer com que sua mula andasse. Como o animal se recusava a sair do lugar, o homem começou a insultá-lo com as piores palavras que conhecia. Então, o sábio aproximou-se dele e, calmamente, disse: – Não seja tolo, o asno jamais entenderá tua linguagem. O melhor será que acalmes e entendas a linguagem dele. O homem não lhe deu ouvidos, e continuou xingando o animal. O sábio, afastando-se, comentou com o discípulo: – Antes de entrares numa briga com um asno, pense bem na cena que acabaste de ver. Não é sábio discutir com alguém que ainda não esteja preparado para as coisas simples da vida; é preciso saber calar para deixar um tolo falar! O tolo que sabe que é tolo, nisso, pelo menos, é sábio. Mas o tolo que pensa que é sábio, realmente, é um tolo”. 
Digo isso porque no último final de semana, vários setores da sociedade civil barretense, levantaram contra um projeto de lei que criava onze novas secretarias municipais. Como não poderia deixar de ser, o mesmo não foi aprovado. Alguns, que talvez pudessem por ele ser atendidos, se revoltaram e passaram a atingir, como revide, pessoas de bem, que naquele momento, até que, por questão de consciência cívica, a ele se contrapuseram. Daí dizer que como na fábula do tolo, não adianta rebater ou explicar, pois não é sábio discutir com alguém que ainda não está preparado para as coisas simples da vida. 
Parece que ninguém está disposto a ouvir, dialogar, discutir com pessoas que tenham visões diferentes, para então, analisando as varias opiniões, optar por aquela que lhes pareça mais condizente com as necessidades da cidade. Se ouvir apenas os bajuladores que vendem a alma por um cargo, ou o apelo daqueles que não se contentam em ficar alijados do poder a administração, acaba por falhar. Quem tem experiência administrativa sabe muito bem, que em torno do cargo gravitam pessoas que visam seus interesses particulares acima dos interesses do público, levando presidentes, governadores e prefeitos, na ânsia de atendê-los, a praticar desatinos que comprometem suas administrações. 
Ter coragem para dizer não e disposição para dar um basta, mesmo diante de ameaças e chantagens, só pode valorizar o homem público, como o dizer amém e tentar agasalhar a todos, só pode levar à perdição.
 
BOM DIA BARRETOS.

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